Nesta semana, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, estará em Montevidéu, no Uruguai, para participar da 65ª Cúpula do Mercosul. O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, está confiante que durante o evento possa ser assinado o acordo entre Mercosul e União Europeia.
As negociações sobre o tema duram cerca de 25 anos. Um estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) concluiu que o Acordo União Europeia-Mercosul beneficiaria o Brasil em termos de aumento do produto interno bruto (PIB), de investimentos e de ganhos na balança comercial. Entre 2024 e 2040, o acordo provocaria um crescimento de 0,46% no PIB brasileiro - o equivalente a US$ 9,3 bilhões a preços constantes de 2023 -, em relação ao cenário de referência. O levantamento mostra também que, em termos relativos, o país obteria ganhos maiores que os da União Europeia (aumento de 0,06% no PIB) e dos demais países do Mercosul (alta de 0,20%).