Porto Alegre,

Anuncie no JC
Assine agora

Publicada em 02 de Dezembro de 2024 às 16:30

Companhia aposenta caldeira de carvão em complexo da Região Metropolitana

Compartilhe:
Jefferson Klein
Jefferson Klein Repórter
Enquanto prepara a implantação de sua nova planta em Barra do Ribeiro, a CMPC otimiza a operação da sua unidade em Guaíba. O projeto BioCMPC, anunciado em 2021 e finalizado oficialmente nesta segunda-feira, representou investimento de R$ 2,75 bilhões e, assim como possibilitou elevar a capacidade de produção de celulose do complexo em mais 350 mil toneladas anuais (incremento de 18%), permitiu eliminar a queima de carvão, melhorar a coleta de gases e reduzir o uso da água no processo industrial.
Enquanto prepara a implantação de sua nova planta em Barra do Ribeiro, a CMPC otimiza a operação da sua unidade em Guaíba. O projeto BioCMPC, anunciado em 2021 e finalizado oficialmente nesta segunda-feira, representou investimento de R$ 2,75 bilhões e, assim como possibilitou elevar a capacidade de produção de celulose do complexo em mais 350 mil toneladas anuais (incremento de 18%), permitiu eliminar a queima de carvão, melhorar a coleta de gases e reduzir o uso da água no processo industrial.
Ao todo, foram feitas 31 melhorias operacionais e de performance ambiental na estrutura. As obras geraram cerca de 3,5 mil postos de trabalho e em torno de 40% dos fornecedores para realizar o serviço eram provenientes do Rio Grande do Sul. O presidente do Conselho das Empresas CMPC, Luis Felipe Gazitúa, informa que os aperfeiçoamentos acarretaram a diminuição em mais de 50% da emissão de CO2 da fábrica. Ele também cita a qualificação do monitoramento de odores, ruídos e materiais particulados.
Sobre a caldeira a carvão que foi aposentada, o executivo lembra que o equipamento começou a operar em 1972. Em vez do combustível fóssil, a nova caldeira será alimentada com biomassa (matéria orgânica), o chamado licor negro (um composto rico em lignina e subproduto do processo de fabricação de celulose).
"Aperta um botão e vai na direção da descarbonização", comenta o presidente-executivo da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Paulo Hartung. Segundo ele, essa é uma prova de que é possível produzir e preservar. Já o prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata (PDT), reforça a importância do foco no tema sustentabilidade. "Não existe planeta B", alerta.
Por sua vez, o governador Eduardo Leite enfatiza que o projeto da CMPC simboliza o compromisso da empresa com o Rio Grande do Sul. "Produzir mais e com respeito ao meio ambiente", frisa o governador. Leite acrescenta que foi aprovado no Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) uma revisão do zoneamento ambiental para a silvicultura no Estado que ampliou em 1 milhão de hectares a viabilidade de florestas plantadas em solo gaúcho.
Esse posicionamento facilitará que se tenha mais disponibilidade de matéria-prima para futuras expansões de produção de celulose no Rio Grande do Sul. Também presente no evento em Guaíba, o embaixador do Chile no Brasil, Sebastián Depolo, reitera que o investimento da CMPC é uma prova de confiança entre as duas nações.
Para o presidente da Fiergs, Claudio Bier, a expansão da planta da CMPC em Guaíba tem uma grande importância para o setor industrial gaúcho. "Ela trouxe impostos, empregos e visibilidade para o nosso Estado", enfatiza o dirigente. Ele recorda que a Fiergs manteve diversos encontros com a direção da CMPC para que boa parte dos fornecedores do projeto da empresa fossem do Rio Grande do Sul. Bier adianta que as mesmas tratativas serão adotadas quanto ao projeto do grupo chileno que prevê a construção de uma nova planta de celulose no município de Barra do Ribeiro.

Notícias relacionadas