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Publicada em 30 de Outubro de 2024 às 01:25

Pampa Sul pretende desenvolver pesquisa para geração com biomassa e carvão

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Jefferson Klein
Jefferson Klein Repórter
Devido à necessidade de se adaptar à redução das emissões de gases de efeito estufa, para atenuar os reflexos das mudanças climáticas, estão sendo buscadas opções para novos usos do carvão. Uma dessas alternativas poderá ser avaliada no município de Candiota, na termelétrica Pampa Sul, e se trata da queima do mineral misturado com biomassa (matéria orgânica) para a geração de energia.
Devido à necessidade de se adaptar à redução das emissões de gases de efeito estufa, para atenuar os reflexos das mudanças climáticas, estão sendo buscadas opções para novos usos do carvão. Uma dessas alternativas poderá ser avaliada no município de Candiota, na termelétrica Pampa Sul, e se trata da queima do mineral misturado com biomassa (matéria orgânica) para a geração de energia.
O presidente da Associação Brasileira do Carbono Sustentável (ABCS), Fernando Zancan, detalha que a matéria-prima que deverá ser aproveitada nesse procedimento é a madeira. Ele explica que o processo tem um impacto menor, pois no momento do crescimento das árvores há a absorção de gás carbônico.
O dirigente espera que o projeto do uso de carvão com biomassa e captura de CO2 seja aprovado em dezembro, dentro das iniciativas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ele informa que o projeto deve levar dois anos para ser desenvolvido e tem um custo estimado em aproximadamente R$ 6 milhões. Assim como a própria Pampa Sul, a iniciativa conta com a participação da Associação Beneficente da Indústria Carbonífera de Santa Catarina (SATC) e do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ).
Outra possibilidade de mudança na matriz energética que o RS vem trabalhando é a perspectiva de produção de hidrogênio verde através de fontes renováveis. Nesta segunda-feira, a Mingyang do Brasil, que tem matriz chinesa, assinou com o governo do Estado memorando de entendimento (MoU) para desenvolver ações nessa área.
O gerente de desenvolvimento de negócios da empresa, Daniel Lamassa, reforça que a companhia vem avaliando algumas possibilidades de investimentos no Estado como, por exemplo, a instalação de uma fábrica de eletrolisadores (a eletrólise separa o hidrogênio do oxigênio, através da eletricidade). "A gente sabe do potencial do Estado, principalmente, por conta da Yara que é uma consumidora gigantesca de amônia (que pode ser obtida a partir do processo de hidrogênio verde)", frisa o dirigente.
O memorando da Mingyang do Brasil foi firmado no mesmo dia em que o governo gaúcho celebrou o contrato de elaboração do Plano de Transição Energética Justa com o consórcio WayCarbon e o Centro Brasil no Clima. A gerente de riscos climáticos e adaptação da WayCarbon, Melina Amoni, adianta que serão 14 "produtos" entregues, começando por um planejamento de trabalho. Também serão verificadas outras iniciativas de transição energética que estão sendo desenvolvidas no mundo e feitos diagnósticos para apontar os agentes interessados nesse tema.
"É um plano que tem que ser bastante participativo, então a gente vai escutar a sociedade e os setores privado e público, para levantar informações que favoreçam a transição para uma economia de baixo carbono, mas especialmente pensando em não impactar a questão social", salienta Melina. Outro ponto que será abordado é qual será o investimento necessário para que a transição seja econômica e socialmente viável para, posteriormente, indicar as medidas que devem ser implementadas para reduzir as emissões.

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