A professora do departamento de Engenharia Mecânica da Ufrgs e coordenadora do Núcleo de Integração de Estudos, Pesquisa e Inovação em Energia Eólica (Niepiee), Adriane Prisco Petry, explica que quando os dados são coletados em cima de uma boia é preciso utilizar técnicas científicas para corrigir possíveis erros ocasionados pelo movimento do aparelho. Adriane e Correia Jr. participaram ontem do 1º Workshop Ventos de Libra 2024 realizado no Centro Cultural da Ufrgs, em Porto Alegre.
Por meio do Niepiee, a universidade gaúcha participa do projeto de medição e análise dos ventos em área do pré-sal no Campo de Búzios, na Bacia de Santos, no litoral do Rio de Janeiro. A iniciativa foi demandada pelo Consórcio de Libra que é operado pela Petrobras em parceria com a Shell Brasil, Total Energies, CNPC, CNOOC e Pré-Sal Petróleo S.A. - PPSA. Adriane lembra que a pesquisa deve ser concluída em 2026. "Hoje, o projeto está com mais de 50 pesquisadores trabalhando simultaneamente", informa a professora.
Com o avanço dos estudos no campo das offshore, a meta da Petrobras é instalar dois parques eólicos pilotos para desenvolver conhecimento nesse segmento. Um desses complexos deverá ser implementado na costa do Rio de Janeiro e outro no Nordeste. Correia Jr. adianta que essas estruturas devem entrar em atividade em 2029. "Funcionarão como uma espécie de laboratório de testes em cenário real", diz o gerente da estatal. Ele estima que as operações comerciais de parques eólicos offshore no Brasil deverão ocorrer somente em cerca de dez anos. No momento, Correia Jr. argumenta que é preciso consolidar a regulamentação do setor.