A nova fábrica que a CMPC instalará em Barra do Ribeiro, que terá uma capacidade para produzir 2,5 milhões de toneladas de celulose ao ano a partir de 2029, implicará também o incremento da operação do terminal hidroviário que a empresa possui em Pelotas. Atualmente, o complexo escoa cerca de 1,6 milhão de toneladas de toras de madeira anualmente para alimentar a fábrica da companhia em Guaíba e, conforme o diretor de Assuntos Públicos da CMPC, Augusto Robert, esse número saltará para 3,2 milhões de toneladas com o início da operação da nova planta.
Ele lembra que hoje cerca de 20% das toras de madeira que alimentam a fábrica de Guaíba chegam pela hidrovia, oriundas do porto de Pelotas e o mesmo escopo deve ser seguido pela unidade em Barra do Ribeiro. Robert salienta que o modal rodoviário também é importante para a companhia, já que a fábrica guaibense recebe cerca de 400 caminhões com madeira diariamente e um volume similar deverá ser registrado na unidade barrense.
Nesse sentido, o integrante da CMPC comenta que uma questão estratégica para que o novo empreendimento seja bem-sucedido é que seja concluída a duplicação da BR-290. O vice-presidente de Infraestrutura da Federasul, Antonio Carlos Bacchieri Duarte, também defende a duplicação da rodovia, o que contribuiria ainda, conforme ele, para melhorar a integração logística com o Mercosul. O dirigente projeta que o investimento da CMPC servirá como um incentivo para que o governo federal acelere as obras nessa estrada.