Porto Alegre,

Anuncie no JC
Assine agora

Publicada em 26 de Setembro de 2024 às 18:14

Terminal da CMPC em Pelotas dobrará movimentação de madeira

Diretor de Assuntos Públicos da empresa, Augusto Robert, destaca que hidrovia será usada para abastecer nova planta

Diretor de Assuntos Públicos da empresa, Augusto Robert, destaca que hidrovia será usada para abastecer nova planta

TÂNIA MEINERZ/JC
Compartilhe:
Jefferson Klein
Jefferson Klein Repórter
A nova fábrica que a CMPC instalará em Barra do Ribeiro, que terá uma capacidade para produzir 2,5 milhões de toneladas de celulose ao ano a partir de 2029, implicará também o incremento da operação do terminal hidroviário que a empresa possui em Pelotas. Atualmente, o complexo escoa cerca de 1,6 milhão de toneladas de toras de madeira anualmente para alimentar a fábrica da companhia em Guaíba e, conforme o diretor de Assuntos Públicos da CMPC, Augusto Robert, esse número saltará para 3,2 milhões de toneladas com o início da operação da nova planta.
A nova fábrica que a CMPC instalará em Barra do Ribeiro, que terá uma capacidade para produzir 2,5 milhões de toneladas de celulose ao ano a partir de 2029, implicará também o incremento da operação do terminal hidroviário que a empresa possui em Pelotas. Atualmente, o complexo escoa cerca de 1,6 milhão de toneladas de toras de madeira anualmente para alimentar a fábrica da companhia em Guaíba e, conforme o diretor de Assuntos Públicos da CMPC, Augusto Robert, esse número saltará para 3,2 milhões de toneladas com o início da operação da nova planta.
Ele lembra que hoje cerca de 20% das toras de madeira que alimentam a fábrica de Guaíba chegam pela hidrovia, oriundas do porto de Pelotas e o mesmo escopo deve ser seguido pela unidade em Barra do Ribeiro. Robert salienta que o modal rodoviário também é importante para a companhia, já que a fábrica guaibense recebe cerca de 400 caminhões com madeira diariamente e um volume similar deverá ser registrado na unidade barrense.
Nesse sentido, o integrante da CMPC comenta que uma questão estratégica para que o novo empreendimento seja bem-sucedido é que seja concluída a duplicação da BR-290. O vice-presidente de Infraestrutura da Federasul, Antonio Carlos Bacchieri Duarte, também defende a duplicação da rodovia, o que contribuiria ainda, conforme ele, para melhorar a integração logística com o Mercosul. O dirigente projeta que o investimento da CMPC servirá como um incentivo para que o governo federal acelere as obras nessa estrada.

Notícias relacionadas