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Publicada em 26 de Setembro de 2024 às 18:14

Presidente da Federasul defende novas concessões de rodovias e ferrovias que dão acesso ao porto

Costa manifesta preocupação quanto à competitividade do Estado

Costa manifesta preocupação quanto à competitividade do Estado

TÂNIA MEINERZ/JC
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Jefferson Klein
Jefferson Klein Repórter
Apesar de apoiar a participação da iniciativa privada no setor de infraestrutura, o presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, frisa que as concessões do Polo Rodoviário de Pelotas e da malha ferroviária da Região Sul do País têm prejudicado a competitividade do Rio Grande do Sul. Ele é contrário às propostas de prorrogação dos contratos das concessionárias responsáveis por esses ativos (respectivamente a Ecosul e a Rumo Logística) e assinala que é necessário aperfeiçoar o processo de licitação desses complexos, nem que a gestão desses ativos retorne, por um curto espaço de tempo, ao poder público.
Apesar de apoiar a participação da iniciativa privada no setor de infraestrutura, o presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, frisa que as concessões do Polo Rodoviário de Pelotas e da malha ferroviária da Região Sul do País têm prejudicado a competitividade do Rio Grande do Sul. Ele é contrário às propostas de prorrogação dos contratos das concessionárias responsáveis por esses ativos (respectivamente a Ecosul e a Rumo Logística) e assinala que é necessário aperfeiçoar o processo de licitação desses complexos, nem que a gestão desses ativos retorne, por um curto espaço de tempo, ao poder público.
O dirigente enfatiza que para chegar até o porto rio-grandino por estradas, se passa por uma das praças de pedágio mais caras do Brasil, o que eleva o custo logístico do Rio Grande do Sul. Por exemplo, se um caminhão de três eixos for de Camaquã a Rio Grande, percorrendo cerca de 190 quilômetros, o veículo passará por três pedágios e pagará R$ 58,70 em cada praça, ou seja, R$ 176,10 na soma. No total, o Polo Rodoviário de Pelotas possui 457,3 quilômetros de extensão e é composto pelas rodovias BR 116 – entre Camaquã, Pelotas e Jaguarão, com 260,5 quilômetros – e BR 392 – trecho de 196, 8 quilômetros, que corta as cidades de Rio Grande, Pelotas e Santana da Boa Vista.
Através de nota, a Ecosul afirma que a maioria dos usuários tem uma opinião positiva sobre a empresa. “A concessão alcança uma aprovação de 86%. E, no que diz respeito à avaliação dos serviços prestados, o resultado final é ainda melhor: 90,5% dos entrevistados estão satisfeitos com o trabalho executado nas rodovias da região”, aponta o comunicado. O fim da concessão da Ecosul está previsto para março de 2026.
Já sobre a concessão da malha ferroviária da Rumo Logística, que acaba em fevereiro de 2027, o presidente da Federasul considerou como “indecorosa” a proposta da empresa em fazer a prorrogação por 50 anos da sua concessão, em troca do aumento de investimentos, especialmente para recuperar os ramais atingidos pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Segundo Costa, entre 2011 a 2021, o Rio Grande do Sul passou de 14 milhões de toneladas transportadas ao ano pelas ferrovias para 3 milhões de toneladas anuais.
“Com trens que andam a uma velocidade média de 21 quilômetros por hora, isso é uma vergonha”, afirma o dirigente. Procurada pela reportagem do Jornal do Comércio e indagada sobre os questionamentos feitos pelo presidente da Federasul a sua concessão, a Rumo declarou em nota que “dada a complexidade e abrangência da situação, a empresa segue em diálogo com o governo federal (poder concedente) e demais autoridades competentes do setor para avaliação conjunta do cenário”.
Enquanto se aguarda uma definição sobre o futuro da concessão, os impactos na ferrovia, causados pelas enchentes, têm prejudicado a operação de empresas no Estado, entre as quais a Braskem. O coordenador de Logística da companhia, Roger Lazzarotti, revela que o trecho ferroviário entre os municípios de Roca Sales e Vacaria sofreu danos impedindo que o etanol usado pela empresa para a fabricação do chamado plástico verde chegasse por esse modal ao Polo Petroquímico de Triunfo. Devido a essa situação, ele comenta que foi preciso buscar rotas alternativas, por rodovia e hidrovia, o que causou o aumento do custo de fabricação da resina renovável, prejudicando a competitividade do produto.
No modal hidroviário, o dirigente detalha que a dragagem do canal Furadinho na região Metropolitana, demandada pela Braskem, está em andamento e deverá ser finalizada em outubro. No entanto, os navios que saem do terminal Santa Clara, que fica situado em Triunfo, levando produtos da Braskem já estão conseguindo passar pelo canal.

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