A fábrica de celulose que a CMPC construirá em Barra do Ribeiro ocupará uma grande área no município, aproximadamente 1,5 mil hectares (o que equivale a mais de 40 parques como o da Redenção, em Porto Alegre). No entanto, o diretor-geral da unidade de Guaíba, Antonio Lacerda, salienta que ainda sobrará terreno para uma eventual futura ampliação da planta.
Além disso, dentro do Projeto Natureza, está prevista a criação do Parque Ecológico Barba Negra. O local ficará aberto para visitação e realização de roteiros turísticos. O objetivo é tornar esse espaço uma referência em preservação, biodiversidade, estudos ambientais e promover o contato das pessoas com a flora e a fauna nativas de maior relevância para o Estado.
Sobre a questão de sustentabilidade, Lacerda ressalta que a produção recorde em julho da planta guaibense da CMPC, de 205.460 admt (sigla em inglês para tonelada métrica seca ao ar, que corresponde a unidade de medida de celulose vendável), foi acompanhada pela redução de consumo de água por tonelada de celulose fabricada, que ficou em 22,6 metros cúbicos/admt. Essa foi a segunda vez consecutiva em 2024 que a unidade obteve a quebra de índices, isso porque em junho já tinha chegado a impressionante performance de 197.111 admt de celulose produzida e de 22,9 metros cúbicos de água consumida.
A CMPC, que tem origem chilena, é uma empresa centenária do setor florestal que atua em três segmentos de negócio: celulose, produtos de higiene pessoal (tissue) e embalagens. Presente no Brasil desde 2009, a companhia possui operações em sete estados.