Flávio Tavares, 90 anos, é natural de Lajeado (RS). Apesar de ter se graduado em Direito, exerceu profissionalmente o Jornalismo, atuando na editoria de Política do jornal Última Hora, fundado por Samuel Weiner. Em 1964, foi preso pela primeira vez, mas liberado em 48 horas após o reconhecimento de um equívoco pelo governo federal. Voltou ao cárcere em 1967, sendo libertado por um habeas corpus aprovado por unanimidade no Supremo Tribunal Federal. Após o endurecimento da ditadura militar, ingressou abertamente na resistência armada. Preso pela terceira vez em 1969, sofreu torturas e fez parte do grupo de 15 presos políticos trocados pelo embaixador dos Estados Unidos, Charles Elbrick, sequestrado pelos guerrilheiros. No mesmo ano partiu ao exílio, vivendo no México, na Argentina e no Uruguai, e atuando como correspondente do diário mexicano Excelsior e do jornal O Estado de S. Paulo. Seu último exílio foi Portugal, onde permaneceu até a aprovação da Lei da Anistia, em 1979. Foi um dos fundadores da Universidade Federal de Brasília (UnB) e autor de livros como Memórias do esquecimento (1999) e O dia em que Getúlio matou Allende (2004), ambos vencedores do Prêmio Jabuti. Recentemente, foi homenageado com o Troféu Câmara de Porto Alegre.
Continue sua leitura, escolha seu plano agora!
Flávio Tavares, 90 anos, é natural de Lajeado (RS). Apesar de ter se graduado em Direito, exerceu profissionalmente o Jornalismo, atuando na editoria de Política do jornal Última Hora, fundado por Samuel Weiner. Em 1964, foi preso pela primeira vez, mas liberado em 48 horas após o reconhecimento de um equívoco pelo governo federal. Voltou ao cárcere em 1967, sendo libertado por um habeas corpus aprovado por unanimidade no Supremo Tribunal Federal. Após o endurecimento da ditadura militar, ingressou abertamente na resistência armada. Preso pela terceira vez em 1969, sofreu torturas e fez parte do grupo de 15 presos políticos trocados pelo embaixador dos Estados Unidos, Charles Elbrick, sequestrado pelos guerrilheiros. No mesmo ano partiu ao exílio, vivendo no México, na Argentina e no Uruguai, e atuando como correspondente do diário mexicano Excelsior e do jornal O Estado de S. Paulo. Seu último exílio foi Portugal, onde permaneceu até a aprovação da Lei da Anistia, em 1979. Foi um dos fundadores da Universidade Federal de Brasília (UnB) e autor de livros como Memórias do esquecimento (1999) e O dia em que Getúlio matou Allende (2004), ambos vencedores do Prêmio Jabuti. Recentemente, foi homenageado com o Troféu Câmara de Porto Alegre.