O assoreamento do Guaíba após as enchentes reavivou a discussão se a extração de areia no seu leito poderia contribuir, indiretamente, com a dragagem constante do local e evitar futuros problemas por causa do acúmulo de resíduos. Hoje, há uma ação civil pública que impede a liberação dessa prática antes da realização de um zoneamento da área, que compete à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e à Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema). O secretário adjunto da Sema, Marcelo Camardelli, informa que esse trabalho deverá ser finalizado ainda em 2025.
O dirigente também ressalta que recentemente o governo gaúcho lançou seu programa de desassoreamento, que contará com R$ 300 milhões em recursos do Tesouro do Estado para a realização de ações nesse campo. “Queiramos ou não temos uma mudança climática. Precisamos nos adaptar”, alerta Camardelli. Ele comenta que no espaço de um ano apenas o Rio Grande do Sul registrou dez eventos climáticos extremos, basicamente ligados ao excesso de chuvas.
Camardelli foi um dos participantes nessa sexta-feira (9) do Sergs Debates, promovido pela Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul (Sergs) em conjunto com a Rede de Mulheres na Engenharia. Na ocasião, a coordenadora do comitê Rede de Mulheres na Engenharia e presidente do Sindicato das Indústrias de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia-RS), Daniela Cardeal, frisou que encontros como esse são essenciais para analisar os problemas que Estado enfrenta, pós-enchentes, de uma maneira multissetorial.