De Caxias do Sul
Desde junho do ano passado, Nova Petrópolis convive com uma situação de logística crítica, que tem determinado uma sucessão de prejuízos ao setor econômico, sustentado principalmente pela agricultura e pelo turismo. A BR-116, principal via de ligação da cidade com Caxias do Sul e Porto Alegre, está interditada para uso em vários pontos em razão de deslizamentos de terra, ainda em 2023, e recentemente com o colapso da ponte sobre o Rio Caí, que culminou com sua implosão na semana passada.
O deslocamento para Porto Alegre pode ser considerado perto da normalidade, pois o único problema está concentrado em Picada Café, com sistema de pare e siga na BR-116. Em relação a Caxias do Sul, principal destino da produção agrícola do município, a situação é de calamidade. O percurso de aproximadamente 35 quilômetros, que podia ser feito em pouco mais de 30 minutos, no momento pode demorar até quatro horas, com distância superior a 100 quilômetros e boa parte por estrada de chão, passando pelo interior de vários municípios.
De acordo com o secretário da Agricultura e Meio Ambiente, Guilherme Rasche Lohmann, para levar os produtos à Ceasa e feiras do Agricultor de Caxias do Sul, principal mercado da atividade, é preciso ir até Bom Princípio e, de lá, pela RS-452, dirigir-se para a Serra. Desde esta segunda-feira (1), surgiu uma alternativa mais vantajosa com a liberação da ponte sobre o Rio Caí, em Vale Real, na comunidade de Bananal, para todos os tipos de veículos. O equipamento passou por reconstrução da cabeceira, assim como um trecho da estrada que havia sido atingido pela enchente de duas semanas atrás.
O secretário reconhece que toda a economia está sofrendo, mas enfatiza que o produtor padece de forma especial. “Perdeu produção, equipamentos e estrutura. Calculamos o prejuízo do setor entre R$ 15 milhões e R$ 16 milhões”, estima. No orçamento de R$ 120 milhões da prefeitura, a participação do setor agrícola é de 10% a 12%. Lohmann registra que as atividades olerícola e de fruticultura foram as mais atingidas.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Ari Boelter, acrescenta que, além dos problemas atuais, ainda estão por vir sequelas na próxima safra. Cita o caso das plantações de figo, uma das principais do município, que devem apresentar consequências na próxima safra. “As plantas ficaram muito tempo submersas, inclusive em água poluída. Estamos na expectativa de ver como será a reação na primavera”, afirma. Já a citricultura perdeu a maior parte da produção, pois as frutas, em período de colheita, caíram das plantas e foram levadas pelas águas.
Boelter também alerta para problemas no segmento de laticínios, pois as pastagens para o gado, que já haviam sofrido em setembro do ano passado e no verão de 2024, voltaram a ser afetadas. “É uma sequência preocupante de eventos climáticos que tem prejudicado o setor de forma contínua e permanente. Mesmo que o pessoal seja resiliente e duro na queda, a situação exige atenção especial dos governos sob pena de muitos desistirem da atividade”, lamenta. Argumenta que a população mais velha dificilmente deixará o interior, porém a mais jovem tende a procurar outras oportunidades. Atenta também para a situação bastante crítica das estradas do interior, que levam às propriedades rurais.
Outro segmento que sofre é o do turismo, atividade muito forte na economia local. Lideranças do setor, juntamente com a prefeitura e segmentos da região, estão mobilizadas para a construção rápida da nova ponte sobre o Rio Caí. A ordem de início das obras já foi autorizada e a colocação da primeira fundação está programada para esta terça (2). A nova ponte deve custar R$ 31 milhões, com prazo de entrega estipulado para daqui a oito meses.
De acordo com o secretário da Agricultura e Meio Ambiente, Guilherme Rasche Lohmann, para levar os produtos à Ceasa e feiras do Agricultor de Caxias do Sul, principal mercado da atividade, é preciso ir até Bom Princípio e, de lá, pela RS-452, dirigir-se para a Serra. Desde esta segunda-feira (1), surgiu uma alternativa mais vantajosa com a liberação da ponte sobre o Rio Caí, em Vale Real, na comunidade de Bananal, para todos os tipos de veículos. O equipamento passou por reconstrução da cabeceira, assim como um trecho da estrada que havia sido atingido pela enchente de duas semanas atrás.
O secretário reconhece que toda a economia está sofrendo, mas enfatiza que o produtor padece de forma especial. “Perdeu produção, equipamentos e estrutura. Calculamos o prejuízo do setor entre R$ 15 milhões e R$ 16 milhões”, estima. No orçamento de R$ 120 milhões da prefeitura, a participação do setor agrícola é de 10% a 12%. Lohmann registra que as atividades olerícola e de fruticultura foram as mais atingidas.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Ari Boelter, acrescenta que, além dos problemas atuais, ainda estão por vir sequelas na próxima safra. Cita o caso das plantações de figo, uma das principais do município, que devem apresentar consequências na próxima safra. “As plantas ficaram muito tempo submersas, inclusive em água poluída. Estamos na expectativa de ver como será a reação na primavera”, afirma. Já a citricultura perdeu a maior parte da produção, pois as frutas, em período de colheita, caíram das plantas e foram levadas pelas águas.
Boelter também alerta para problemas no segmento de laticínios, pois as pastagens para o gado, que já haviam sofrido em setembro do ano passado e no verão de 2024, voltaram a ser afetadas. “É uma sequência preocupante de eventos climáticos que tem prejudicado o setor de forma contínua e permanente. Mesmo que o pessoal seja resiliente e duro na queda, a situação exige atenção especial dos governos sob pena de muitos desistirem da atividade”, lamenta. Argumenta que a população mais velha dificilmente deixará o interior, porém a mais jovem tende a procurar outras oportunidades. Atenta também para a situação bastante crítica das estradas do interior, que levam às propriedades rurais.
Outro segmento que sofre é o do turismo, atividade muito forte na economia local. Lideranças do setor, juntamente com a prefeitura e segmentos da região, estão mobilizadas para a construção rápida da nova ponte sobre o Rio Caí. A ordem de início das obras já foi autorizada e a colocação da primeira fundação está programada para esta terça (2). A nova ponte deve custar R$ 31 milhões, com prazo de entrega estipulado para daqui a oito meses.
Para atenuar a situação, o Exército montará uma ponte de ferro temporária. O início da construção foi adiado por conta das fortes chuvas do dia 16 de junho, que danificaram a cabeceira da ponte que havia sido parcialmente montada. A expectativa do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes é que o equipamento seja entregue até o final de julho. Já a conclusão das obras entre os quilômetros 181 e 174 deve ocorrer no final de agosto. No momento, o trecho pode ser usado, basicamente, por moradores locais, no sistema pare e siga. Com a entrega da ponte provisória, será possível retomar o trecho para deslocamentos entre Caxias do Sul e Nova Petrópolis.
A comunidade criou, como parte do Comitê de Soluções de Nova Petrópolis, um grupo de trabalho para cuidar da BR-116 e das estradas municipais. Para o presidente da Associação Comercial e Industrial, Neander Willric Port, a situação é desafiadora, requer ações coletivas e demanda dedicação e empenho de todos. “Estamos acompanhando diariamente todas as movimentações e avanços sobre as questões de infraestrutura e de fomento ao turismo, e conversado com outras lideranças da região, entidades e deputados para que possamos retomar os negócios o mais rápido possível”, comentou Port. As proposições foram entregues em documento ao Governo do Estado, que trata da reestruturação e recuperação das empresas da cadeia econômica atingidas pela catástrofe climática.
A comunidade criou, como parte do Comitê de Soluções de Nova Petrópolis, um grupo de trabalho para cuidar da BR-116 e das estradas municipais. Para o presidente da Associação Comercial e Industrial, Neander Willric Port, a situação é desafiadora, requer ações coletivas e demanda dedicação e empenho de todos. “Estamos acompanhando diariamente todas as movimentações e avanços sobre as questões de infraestrutura e de fomento ao turismo, e conversado com outras lideranças da região, entidades e deputados para que possamos retomar os negócios o mais rápido possível”, comentou Port. As proposições foram entregues em documento ao Governo do Estado, que trata da reestruturação e recuperação das empresas da cadeia econômica atingidas pela catástrofe climática.