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Publicada em 15 de Maio de 2024 às 18:06

Mercado Público projeta prejuízo de até R$ 30 milhões devido à inundação

Mais de R$ 10 milhões deverão ser investidos no empreendimento, diz presidente da Ascomepc

Mais de R$ 10 milhões deverão ser investidos no empreendimento, diz presidente da Ascomepc

TÂNIA MEINERZ/JC
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Osni Machado
O Mercado Público Central, patrimônio histórico cultural de Porto Alegre, fundado em 1869, tem mais um desafio em sua história. Como voltar a funcionar após a maior enchente já registrada no Rio Grande do Sul? Qual será o futuro das suas 110 lojas e de 1.000 empregos diretos e dos 700 indiretos? 
O Mercado Público Central, patrimônio histórico cultural de Porto Alegre, fundado em 1869, tem mais um desafio em sua história. Como voltar a funcionar após a maior enchente já registrada no Rio Grande do Sul? Qual será o futuro das suas 110 lojas e de 1.000 empregos diretos e dos 700 indiretos? 
“No momento, com o nível da água elevado, os prejuízos no Mercado Público são de R$ 17 milhões. Quando a enchente passar, o prejuízo dependerá de cada operação (loja)”, diz o Rafael Sartori, presidente da Associação Comercial dos Permissionários do Mercado Público (Ascomepc). Ele acredita que as perdas possam chegar até R$ 30 milhões no total, somando perda de estoque e bens como móveis, refrigeradores, entre outros.

Em sua história, o Mercado Público já passou pela enchente de 1941 e por quatro cheias de grandes proporções, nos anos de 1912, 1976, 1979 e 2013. Uma referência no varejo e na cultura do Rio Grande do Sul, o espaço também passou, em julho de 2013, por um incêndio que atingiu, principalmente, o seu segundo andar.

As águas da enchente chegaram a atingir um 1,80 metros cúbicos nas paredes do Mercado Público, sendo que, nesta quarta-feira (15), o nível recuou para 1,74 metros cúbicos. O andar térreo, que comporta 80% das operações comerciais, está no momento totalmente imerso. Já no segundo andar, a única coisa que se salva é a parte estrutural, informa.

Sartori explica que a água não chegou no segundo andar, porém, ela traz consequências, como a falta de energia elétrica, o que acarretou na perda dos alimentos dos restaurantes. “(Os donos de restaurantes) perderam todos os seus estoques, como os itens resfriados e congelados”, cita. Ele lembra que esta catástrofe trouxe problemas inversos ao que o incêndio causou, ou seja, o segundo andar perdeu grande parte de sua estrutura, já os permissionários com lojas no primeiro andar, ficaram sem os seus estoques pela queda da energia.

Segundo o presidente, existem duas fases dos prejuízos. A primeira é com o nível elevado das águas, que levou a uma queda de 70% do faturamento; a segunda, vai ocorrer após a enchente. “O Mercado Público fatura R$ 500 mil por dia, caso as operações levem 30 dias para voltar ao normal, teremos perdido R$ 15 milhões”, informa. Sartori diz que foram perdidos aproximadamente R$ 2 milhões em mercadorias, sendo a grande maioria de produtos congelados, aqueles que têm maior valor agregado, como carne, peixes, frios, além de chocolate e erva-mate. Pelo menos outros R$ 10 milhões precisarão ser investidos com os prejuízos em bens móveis. 

Hoje, com a enchente, o Mercado Público encontra-se lacrado e uma empresa de segurança contratada para manter o patrimônio. A ronda nas dependências do prédio é realizada em dias alternados. Sartori diz que alguns lojistas têm outras unidades operando fora do Mercado Público, porém, o rendimento obtido é inferior. Ele lembra que o local é um grande centro de comércio da Capital, uma vez que recebia, após a pandemia da Covid 19, um público diário de cerca de 30 mil pessoas

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