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Publicada em 13 de Maio de 2024 às 17:54

Sobe para 94,3% o percentual da atividade econômica no Estado afetada pelas chuvas, diz estudo da FIERGS

Aumentou para 447 o número de municípios afetados pelas enchentes

Aumentou para 447 o número de municípios afetados pelas enchentes

FIERGS/DIVULGAÇÃO/JC
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Aumentou para 447 o número de municípios (cerca de 90% do total no RS) afetados pelas enchentes, segundo atualização do governo do Estado. Isso representa, de acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), 94,3% de toda a atividade econômica estadual. 
Aumentou para 447 o número de municípios (cerca de 90% do total no RS) afetados pelas enchentes, segundo atualização do governo do Estado. Isso representa, de acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), 94,3% de toda a atividade econômica estadual
A FIERGS atualizou nesta segunda-feira (13) o estudo preliminar, divulgado na semana passada, que incluía 336 municípios, sobre os problemas econômicos decorrentes da catástrofe climática no Rio Grande do Sul. 
Além dos danos materiais e de capital, a entidade explica em seus estudos que problemas logísticos também devem afetar as cadeias econômicas do Estado. Dos casos listados pela FIERGS, para retomar o funcionamento, será necessário desobstruir vias. Além disso, também há a necessidade de reconstrução de estradas, pontes, vias férreas e do aeroporto Salgado Filho, que se encontra totalmente alagado.
O órgão também citou como uma das consequências do estado de calamidade que atinge o solo gaúcho o possível fechamento de muitos postos de trabalho.

Áreas e locais mais atingidos

"Os locais mais atingidos incluem os principais polos industriais do Rio Grande do Sul, impactando segmentos significativos para a economia do Estado", afirma o presidente em exercício da FIERGS, Arildo Bennech Oliveira. Segundo a entidade, das dez regiões econômicas, as com o maior número de municípios atingidos até 13 de maio são Planalto (94), Missões (87), Vale do Taquari (51) e Central (46).
Em relação à atividade econômica, as quatro regiões com maiores municípios com Valor Adicionado Bruto (VAB) potencialmente afetado são: Metropolitana (R$ 108 bilhões), Vale dos Sinos (R$ 65 bilhões), Serra (R$ 47 bilhões) e Planalto (R$ 46 bilhões). Em relação ao VAB da indústria, as regiões com maior atividade industrial potencialmente atingida são: Vale dos Sinos (R$ 25 bilhões), Metropolitana (R$ 17 bilhões), Vale do Taquari (R$ 16 bilhões) e Serra (R$ 15 bilhões).
Em relação aos estabelecimentos industriais, as regiões com a maior quantidade de Indústrias no RS em municípios afetados são Vale dos Sinos (9,1 mil), Metropolitana (8 mil) e Serra (6,6 mil). Já as regiões que mais empregam na indústria do Rio Grande do Sul em municípios atingidos são Vale dos Sinos (184 mil), Metropolitana (128 mil) e Serra (121 mil).
Quanto às exportações apenas da Indústria de Transformação em cidades potencialmente afetadas, se destacam as regiões Sul, com R$ 3,7 bilhões; Metropolitana, US$ 3,2 bilhões; Central, US$ 3,1 bilhões, e Planalto, US$ 2,7 bilhões. Por fim, as regiões com maior impacto potencial sobre a arrecadação de ICMS em estabelecimentos industriais são Vale dos Sinos, com um total de R$ 5,3 bilhões, Serra, R$ 3,5 bilhões, e Metropolitana, R$ 3,1 bilhões.
Entre os locais mais atingidos, na Região da Serra o destaque vai para a produção nos segmentos metalmecânico (veículos, máquinas, produtos de metal) e móveis, enquanto na Região Metropolitana de Porto Alegre está também o metalmecânico (veículos, autopeças, máquinas), derivados de petróleo e alimentos. Já na Região do Vale dos Sinos tem grande relevância a produção de calçados; e no Vale do Rio Pardo, destacam-se os segmentos de alimentos (carnes, massas) e tabaco. Por fim, a Região do Vale do Taquari é forte nos segmentos de alimentos (carnes), calçados e químicos.

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