Móveis e eletrodomésticos, eletroeletrônicos e vestuário são os produtos que mais devem ser adquiridos, durante a Black Friday, nesta sexta pelos consumidores de Caxias do Sul. De acordo com pesquisa realizada pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), o tíquete médio por cliente deve ser de R$ 1.272, aumento de 16,3% sobre a data do ano passado. Também tende a ser maior o número de consumidores que irão às compras.
Do total de entrevistados, 65,6% estão com a expectativa definida como "média" por ofertas interessantes, enquanto 14,9% possuem "alto" anseio pelas promoções. O desejo de adquirir um produto novo ou melhor do que já possui foi apontado por 34,3%, o que demonstra propensão a um gasto maior.
Mais da metade das pessoas ouvidas pela pesquisa (50,5%) pretende gastar mais e, dessas, 28,6% revelaram que se os artigos estiverem com descontos que valem a pena, consideram investir, enquanto 27,3% afirmaram que as mercadorias que querem comprar são mais caras. Outros 18,2% mencionaram que têm maior quantidade de itens para adquirir e 15% afirmaram que economizaram ao longo do ano para investir na Black Friday.
Em função da tendência de compra de objetos com valor maior, o cartão de crédito, pela facilidade de parcelamento, foi eleito como principal meio de pagamento por 35,6%. O desembolso por PIX vem crescendo devido a descontos atrativos. A forma de pagamento passou de 8,1%, em 2022, para 19,7% em 2023.
Com base nos dados, Carlos Alberto Cervieri, gerente Administrativo Financeiro da entidade, aponta a expectativa para um resultado positivo, especialmente pela metade dos pesquisados ter afirmado que quer gastar mais. "A Black Friday vem se consolidando no calendário do varejo, em período que antecede o final do ano. Vale a pena o lojista investir em vitrines atrativas, equipes de vendas e estoques. Também é uma boa oportunidade para liquidar os itens que tiveram menos saída durante o ano e se preparar para as vendas de verão", observa.
Neste ano, o estudo da CDL Caxias mostra que mais de 90% dos consumidores ouvidos averiguam produtos e preços antes de comprar. Desses, 80,9% já estão monitorando os preços e 19,1% começariam a acompanhar nas proximidades da data.
Os canais diretos das lojas foram indicados por 32,5% como os mais utilizados para pesquisar ou para receber informações. Na sequência vem os sites de buscas (24,2%) e dos próprios estabelecimentos (18,8%). A sondagem no Instagram foi apontada por 10,5%, o dobro em relação ao ano passado. Em compensação, houve queda nas buscas por meio do Facebook e cartazes e folhetos.
O executivo avalia que a maneira como o consumidor se informa vem mudando e, diante disso, o lojista precisa estar atento para acompanhar as transformações. "As pessoas estão pesquisando mais e se preparando para a data, o que demonstra sua importância para o varejo. Por isso, os empresários devem estar preparados, com boas estratégias de marketing e com preços verdadeiramente atrativos", assinala.