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Indústria

- Publicada em 02 de Agosto de 2023 às 16:40

TRT negocia acordo para dissídio dos metalúrgicos da Serra

Negociação do dissídio coletivo dos trabalhadores metalúrgicos de Caxias do Sul e região segue em andamento

Negociação do dissídio coletivo dos trabalhadores metalúrgicos de Caxias do Sul e região segue em andamento


Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul/Divulgação/JC
De Caxias do Sul
De Caxias do Sul
Com data-base em 1º de junho, o dissídio coletivo dos trabalhadores metalúrgicos de Caxias do Sul e região segue sem solução. Os sindicatos patronal e laboral não chegaram a um acordo, o que levou o assunto para a esfera da Justiça do Trabalho. Após vários encontros realizados ao longo do mês de julho, com intermediação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT 4), o vice-presidente do órgão, desembargador Ricardo Martins Costa, apresentou proposta que será levada para avaliação das partes em assembleias marcadas para esta semana.

As empresas associadas ao Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul e Região (Simecs) estarão reunidas na sexta-feira (04). Já os trabalhadores avaliarão a proposta no sábado (05). Independentemente da aprovação ou não da proposta, nova audiência está marcada para a segunda-feira (07), às 14h, no TRT 4, em Porto Alegre.
Enquanto o acordo não sai, a entidade empresarial orienta que as indústrias realizem antecipação salarial retroativa a junho, no índice 3,74%. Esse é o percentual de reajuste intermediado pelos desembargadores, equivalente à inflação do período, acrescido de aumento real de 2,26%, atingindo total de 6%, a partir de 1º de julho de 2023, a ser pago na folha de agosto. O piso salarial passaria, a partir de outubro, para R$ 1.900. 
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Além da manutenção das cláusulas sociais vigentes, a proposta é de que os empresários assumam o compromisso de negociar a possibilidade de extensão do auxílio-creche, a partir de março próximo, por criança e ou por trabalhadora ou trabalhador, e ainda a redução do percentual de desconto do transporte. Também inclui a compensação das horas de paralisação dos trabalhadores, sendo metade abonada e a outra compensada, ajustada com cada empresa.

A pauta original aprovada pelos trabalhadores em 3 de junho é composta de 93 itens. Dentre estes, 10% de reajuste salarial, piso da categoria de R$ 3.500, pagamento do auxílio-creche para a criança, transporte gratuito, salário iguais para funções iguais para homens e mulheres, redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, pagamento de cesta-básica no valor de R$ 250, transporte seguro para as mulheres com medida protetiva e liberdade para atuação sindical. Nas negociações, o sindicato patronal elevou a proposta com aumento real de 1%, totalizando 4,74%.