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Economia

Indústria

- Publicada em 03 de Maio de 2023 às 15:26

Marcopolo consolida receita líquida de R$ 1,65 bi no primeiro trimestre

Empresa teve lucro líquido de R$ 236,3 milhões nos primeiros três meses do ano

Empresa teve lucro líquido de R$ 236,3 milhões nos primeiros três meses do ano


Gelson M. da Costa/Divulgação?JC
A Marcopolo finalizou o primeiro trimestre de 2023 com resultados que reforçam a trajetória de recuperação dos volumes no mercado de ônibus, no Brasil e no exterior. No período, a companhia apurou receita líquida de R$ 1,65 bilhão, incremento de 72,5% ante os mesmos primeiros meses de 2022.O lucro líquido consolidado foi de R$ 236,3 milhões, com margem de 14,3%, contra o resultado de R$ 98 milhões e margem de 10,2% na mesma base de comparação. Já o lucro bruto foi de R$ 390,9 milhões, com margem de 23,6%. O EBITDA foi de R$ 292,8 milhões, com margem de 17,7%, versus R$ 51,3 milhões e margem de 5,4% no primeiro trimestre do ano passado. “Este resultado demonstra um ambiente de mercado melhor, com evolução de volumes e do mix de vendas, margens positivas a partir da maior diluição de despesas e recuperação de resultados das operações localizadas no exterior”, comenta o CEO André Armaganijan. A Marcopolo investiu na operação, no primeiro trimestre, cerca de R$ 37,1 milhões.A produção no trimestre foi de 3.465 unidades, alta de 12,4% superior. No Brasil, foram montadas 2.975 carrocerias, aumento de 9,6%. A participação de mercado da Marcopolo na produção brasileira de carrocerias foi de 50,1%, mantendo a liderança. “O período foi positivo, principalmente pelas vendas do G8, que representaram mais de 70% dos rodoviários pesados da companhia. O setor de fretamento continuou com bom desempenho. Nos urbanos, tivemos um ambiente crescente no volume de vendas, impulsionados pelo retorno ao trabalho presencial, bem como a aplicação de subsídios e investimentos diretos dos munícipios”, complementa.O desempenho no segmento de micros também se destacou no período, com vendas ao poder público e entregas ao programa federal Caminho da Escola. A companhia entregou 601 ônibus urbanos, 489 micros e 170 Volare, totalizando 1.260 unidades para o programa, referentes à licitação de 2022.No exterior, a produção da Marcopolo alcançou 490 unidades, 32,8% superior ao mesmo período do ano anterior. “Depois de um difícil ano de 2022, as operações internacionais demonstram recuperação de resultados, com crescimento de vendas em todas as unidades”, observa o executivo.O principal destaque foi o desempenho da Marcopolo México, com vendas de produtos de maior valor agregado, revertendo prejuízo de R$ 2,4 milhões no primeiro trimestre de 2022 para resultado positivo de R$ 11,4 milhões. Já na Marcopolo África do Sul, a produção consolidada aumentou 176% na comparação trimestral.As expectativas para o ano, apresentadas na teleconferência com profissionais do mercado financeiro, na manhã desta quarta-feira (3), são de redução nos volumes no segundo trimestre do ano, com recuperação a partir do terceiro. Para ajustar a produção à situação atual, a companhia está concedendo férias e reforçando treinamentos do quadro de pessoal.O CEO André Armaganijan ponderou, no entanto, que existe forte manifestação de intenção de compras pelo mercado, acompanhada de pedidos de cotação. Uma das razões para um arrefecimento do trimestre deve ser a transição da atual norma de emissões Euro 5 para Euro 6, bem como um menor volume de entregas para o Caminho da Escola, que deve ficar na casa de 700 unidades, encerrando a fase 11 do programa. A empresa aguarda a oficialização da nova licitação, com expectativa de 3 mil veículos, menos da metade do inicialmente estimado no ano passado.O executivo tem confiança de recuperação mais sólida no mercado externo, especialmente na Argentina, que já apresentou resultados positivos no primeiro trimestre deste ano. Ele explicou que a diretoria realizou, ao longo de 2022, um forte trabalho na unidade, com troca do gestor, investimentos em equipamentos, no desenvolvimento de novos produtos e na mudança de cultura. “Os primeiros resultados já foram colhidos neste início de ano e tendem a melhorar ainda mais ao longo do exercício”, afirmou.Novas mudanças na diretoriaNo final do primeiro trimestre deste ano, a Marcopolo concluiu o processo de sucessão de seu CEO. A posição até então ocupada por James Bellini, passou a André Armaganijan, que exercia o cargo de diretor de negócios internacionais e de operações comerciais mercado externo. Bellini passou a ocupar o cargo de presidente do Conselho de Administração.A sucessão também envolveu a posição de CFO, ocupada por José Antonio Valiati, que continua na Diretoria de Relações com Investidores. A posição de CFO passa a ser ocupada por Pablo Motta, que vinha atuando como diretor de Controladoria.José Luiz Moraes Goes é novo diretor de operações internacionais e comerciais mercado externo em substituição ao atual CEO. José Goes atuou como gestor-geral da unidade Marcopolo México nos últimos dois anos. Também ocorreram mudanças em duas operações no exterior: Lucas Brancher Gabardo foi nomeado gestor-geral da unidade México e Renan Carlos Pesente da Silva da controlada África do Sul.
A Marcopolo finalizou o primeiro trimestre de 2023 com resultados que reforçam a trajetória de recuperação dos volumes no mercado de ônibus, no Brasil e no exterior. No período, a companhia apurou receita líquida de R$ 1,65 bilhão, incremento de 72,5% ante os mesmos primeiros meses de 2022.

O lucro líquido consolidado foi de R$ 236,3 milhões, com margem de 14,3%, contra o resultado de R$ 98 milhões e margem de 10,2% na mesma base de comparação. Já o lucro bruto foi de R$ 390,9 milhões, com margem de 23,6%. O EBITDA foi de R$ 292,8 milhões, com margem de 17,7%, versus R$ 51,3 milhões e margem de 5,4% no primeiro trimestre do ano passado. “Este resultado demonstra um ambiente de mercado melhor, com evolução de volumes e do mix de vendas, margens positivas a partir da maior diluição de despesas e recuperação de resultados das operações localizadas no exterior”, comenta o CEO André Armaganijan. A Marcopolo investiu na operação, no primeiro trimestre, cerca de R$ 37,1 milhões.

A produção no trimestre foi de 3.465 unidades, alta de 12,4% superior. No Brasil, foram montadas 2.975 carrocerias, aumento de 9,6%. A participação de mercado da Marcopolo na produção brasileira de carrocerias foi de 50,1%, mantendo a liderança. “O período foi positivo, principalmente pelas vendas do G8, que representaram mais de 70% dos rodoviários pesados da companhia. O setor de fretamento continuou com bom desempenho. Nos urbanos, tivemos um ambiente crescente no volume de vendas, impulsionados pelo retorno ao trabalho presencial, bem como a aplicação de subsídios e investimentos diretos dos munícipios”, complementa.

O desempenho no segmento de micros também se destacou no período, com vendas ao poder público e entregas ao programa federal Caminho da Escola. A companhia entregou 601 ônibus urbanos, 489 micros e 170 Volare, totalizando 1.260 unidades para o programa, referentes à licitação de 2022.

No exterior, a produção da Marcopolo alcançou 490 unidades, 32,8% superior ao mesmo período do ano anterior. “Depois de um difícil ano de 2022, as operações internacionais demonstram recuperação de resultados, com crescimento de vendas em todas as unidades”, observa o executivo.

O principal destaque foi o desempenho da Marcopolo México, com vendas de produtos de maior valor agregado, revertendo prejuízo de R$ 2,4 milhões no primeiro trimestre de 2022 para resultado positivo de R$ 11,4 milhões. Já na Marcopolo África do Sul, a produção consolidada aumentou 176% na comparação trimestral.

As expectativas para o ano, apresentadas na teleconferência com profissionais do mercado financeiro, na manhã desta quarta-feira (3), são de redução nos volumes no segundo trimestre do ano, com recuperação a partir do terceiro. Para ajustar a produção à situação atual, a companhia está concedendo férias e reforçando treinamentos do quadro de pessoal.

O CEO André Armaganijan ponderou, no entanto, que existe forte manifestação de intenção de compras pelo mercado, acompanhada de pedidos de cotação. Uma das razões para um arrefecimento do trimestre deve ser a transição da atual norma de emissões Euro 5 para Euro 6, bem como um menor volume de entregas para o Caminho da Escola, que deve ficar na casa de 700 unidades, encerrando a fase 11 do programa. A empresa aguarda a oficialização da nova licitação, com expectativa de 3 mil veículos, menos da metade do inicialmente estimado no ano passado.

O executivo tem confiança de recuperação mais sólida no mercado externo, especialmente na Argentina, que já apresentou resultados positivos no primeiro trimestre deste ano. Ele explicou que a diretoria realizou, ao longo de 2022, um forte trabalho na unidade, com troca do gestor, investimentos em equipamentos, no desenvolvimento de novos produtos e na mudança de cultura. “Os primeiros resultados já foram colhidos neste início de ano e tendem a melhorar ainda mais ao longo do exercício”, afirmou.

Novas mudanças na diretoria

No final do primeiro trimestre deste ano, a Marcopolo concluiu o processo de sucessão de seu CEO. A posição até então ocupada por James Bellini, passou a André Armaganijan, que exercia o cargo de diretor de negócios internacionais e de operações comerciais mercado externo. Bellini passou a ocupar o cargo de presidente do Conselho de Administração.

A sucessão também envolveu a posição de CFO, ocupada por José Antonio Valiati, que continua na Diretoria de Relações com Investidores. A posição de CFO passa a ser ocupada por Pablo Motta, que vinha atuando como diretor de Controladoria.

José Luiz Moraes Goes é novo diretor de operações internacionais e comerciais mercado externo em substituição ao atual CEO. José Goes atuou como gestor-geral da unidade Marcopolo México nos últimos dois anos. Também ocorreram mudanças em duas operações no exterior: Lucas Brancher Gabardo foi nomeado gestor-geral da unidade México e Renan Carlos Pesente da Silva da controlada África do Sul.