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Mercado Digital

- Publicada em 17 de Abril de 2023 às 00:35

Healthtech gaúcha WebMed capta R$ 1,25 milhão

Ventiur está investindo R$ 800 mil na startup; assinatura aconteceu na Gramado Summit

Ventiur está investindo R$ 800 mil na startup; assinatura aconteceu na Gramado Summit


Ventiur/Divulgação/JC
A WebMed, healthtech gaúcha, acaba de receber um investimento de R$ 1,25 milhão, em uma rodada de captação que deve chegar a R$ 2,2 milhões. O investimento foi anunciado na sexta-feira durante a Gramado Summit.
A WebMed, healthtech gaúcha, acaba de receber um investimento de R$ 1,25 milhão, em uma rodada de captação que deve chegar a R$ 2,2 milhões. O investimento foi anunciado na sexta-feira durante a Gramado Summit.
"Esse investimento será muito importante para que a gente possa continuar escalando e levando mais soluções de saúde para o Brasil", celebra o fundador e CEO da WebMed, Luciano Lorenz. No portfólio de produtos da empresa estão, hoje, a ShortMed, a GetHealth e a WebMed Labs.
"A nossa meta é acelerar a jornada diagnóstica das pessoas, salvando mais vidas e conectando-as com diversas possibilidades de soluções de saúde, como hospitais, clínicas e especialistas de saúde, sejam eles médicos, psicólogos ou outros profissionais para que essa jornada seja efetiva, principalmente para reduzir o tempo de espera de uma pessoa para receber o diagnóstico e iniciar o tratamento", ressalta.
Lorenz destaca a aposta da Ventiur - do total do aporte recebido pela WebMed, R$ 800 mil virão da aceleradora gaúcha, em parceria com o Global e o Biopark. Os outros R$ 450 mil são da Bossa Nova.
"A Ventiur, além de entrar com apoio financeiro, vai nos ajudar muito com mentorias e conexões. Temos uma expectativa muito grande com eles, porque é uma aceleradora muito séria. Sentimos uma grande sinergia desde o início", comenta.
Esse apoio será ainda mais importante agora, com o lançamento da GetHealth. "Agora vamos conseguir avançar para o modelo B2C, já que antes estávamos direcionados para o mercado corporativo. Ultrapassamos um milhão de acessos nas nossas soluções e agora vamos escalar isso para uma população em geral, ajudando a salvar mais vidas", projeta o empreendedor.
O diretor de startups da Ventiur, Guilherme Kudiess, comenta que o relacionamento com a WebMed iniciou em outubro de 2022. "Durante esse tempo, fomos conversando e alinhando um investimento até chegar esse momento de formalizarmos o aporte durante a Gramado Summit", destaca.
Para a escolha da startup, ele ressaltou como ponto decisivo o alinhamento das culturas, a expectativa de crescimento e a visão dos empreendedores da WebMed. "Eles têm muita maturidade empreendedora. Também há uma grande sinergia entre os outros dois grupos que estão investindo na WebMed", comenta.
A aceleradora conta com a parceira nesse movimento do Tecnopuc do grupo de investidores do Biopark, focado em biotecnologia. Lá fica, por exemplo, a Prati-Donaduzzi, uma das maiores fabricantes de medicamentos genéricos do Brasil.
"Esse investimento não é só financeiro. Eles poderão contar com todo o apoio destas empresas e instituições, o que vai contribuir de uma forma assertiva para os negócios da WebMed", acrescenta Kudiess.

ChatGPT é investigado por autoridades europeias

Plataforma da empresa estadunidense OpenAI é alvo de investigação em países da UE

Plataforma da empresa estadunidense OpenAI é alvo de investigação em países da UE


Matheus Bertelli/Pexels/Reprodução/JC
O chatbot estadunidense ChatGPT entrou na mira de autoridades europeias quanto à proteção de dados dos usuários da plataforma. Espanha e França iniciaram processos de investigação da empresa OpenAI, proprietária do serviço de inteligência artificial, assim como a União Europeia iniciou um grupo de trabalho sobre a tecnologia. Na Itália, o chatbot está suspenso e é investigado.
A Agência Espanhola de Proteção de Dados (AEPD) emitiu um comunicado no qual afirma que "iniciou formalmente" uma investigação contra a "empresa americana OpenAI, proprietária do serviço ChatGPT, por uma possível violação dos regulamentos" de proteção de dados no país.
Quem também anunciou sua própria investigação foi a agência de proteção de dados francesa, a Comissão Nacional de Informática e Liberdades (CNIL). Em comunicado enviado à Reuters, a CNIL diz que "recebeu várias reclamações sobre o ChatGPT e está investigando-as". O ministro digital da França, Jean-Noël Barrot, disse que a ferramenta não respeita as leis de privacidade, mas se colocou contra a proibição da tecnologia em entrevista ao jornal La Tribune.
Enquanto o Conselho Europeu de Proteção de Dados (EDPB, na sigla em inglês) afirma que criou uma força-tarefa para tratar do robô ChatGPT. A iniciativa pode ser o primeiro passo para que o bloco crie uma política comum de regras para tratar sobre o uso de inteligência artificial.
"Ainda que seja cedo para afirmarmos que as recentes movimentações de autoridades europeias em face do serviço ChatGPT evidenciam uma tendência, é possível dizer que essas ações escancaram uma maior preocupação e atenção de autoridades de proteção de dados ao redor do mundo em relação a serviços que envolvam o uso de inteligência artificial", explica Pedro Sanches, sócio do escritório Prado Vidigal Advogados.
Na Itália, o ChatGPT está suspenso desde o dia 31 de março pela Autoridade de Proteção de Dados da Itália (GPDP, na sigla em italiano) por possíveis violações de privacidade. O órgão italiano estabeleceu, na quarta-feira, que a OpenAI tem até o fim de abril para atender às regras de privacidade e segurança do país.
Segundo os reguladores italianos, a plataforma por IA não tem uma justificativa legal para recolher tantos dados pessoais dos usuários.

Dos 10 e-commerces mais acessados no Brasil, um quarto é asiático

Mercado Livre, Amazon e Shopee lideram o ranking

Mercado Livre, Amazon e Shopee lideram o ranking


AMAZON/DIVULGAÇÃO/JC
Em meio às discussões sobre taxação de encomendas internacionais, plataformas como a singapurense Shopee e as chinesas AliExpress e Shein continuam entre as mais acessadas pelos brasileiros, segundo a edição de março do Relatório dos Setores do E-commerce, divulgado pela Conversion.
A lista é liderada pelo Mercado Livre, com mais de 340 milhões de visitas mensais em aplicativos no sistema Android e na web. Em segundo lugar, está a Amazon, com 181 milhões. Na sequência, vem a Shopee com 144 milhões.
As chinesas AliExpress e Shein figuram, respectivamente, na quinta e sexta colocações da lista, que também conta com marcas nacionais, como Magazine Luiza e Casas Bahia.
Já considerando apenas maiores aplicativos de e-commerces, as gigantes asiáticas sobem no ranking. A Shopee sobe para a segunda posição, ocupando a vice-liderança entre os apps mais acessados do País. Shein e AliExpress ocupam a terceira e quinta posição, nessa ordem.
O boom das plataformas asiáticas aconteceu durante a pandemia, principalmente entre 2020 e 2022, período que acelerou a migração dos consumidores para o mercado online. Para Diego Ivo, CEO da Conversion, o crescimento dos e-commerces asiáticos está, em grande parte, relacionado a uma lacuna que este mercado conseguiu identificar: o ticket baixo.
"As plataformas asiáticas perceberam uma grande brecha no e-commerce global, que é o ticket baixo. Nesse contexto, criaram grande senso de urgência por meio de suas promoções, oferecendo uma verdadeira experiência de busca de achados, o que acabou estimulando as pessoas a passarem cada vez mais tempo dentro do site e do app", avalia Ivo.

As lojas mais procuradas

Mercado Livre
Amazon
Shopee
Magazine Luiza
AliExpress
Shein
Americanas
Casas Bahia
iFood
Samsung