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Mercado Digital

- Publicada em 05 de Abril de 2023 às 20:39

Aportes em startups caem 86% no 1º trimestre

Gierun comenta que dados foram afetados pelo contexto global e falência do SVB

Gierun comenta que dados foram afetados pelo contexto global e falência do SVB


DISTRITO/DIVULGAÇÃO/JC
O primeiro trimestre, marcado pela falência do Silicon Valley Bank, chegou ao fim com uma queda de 86% em novos aportes em companhias brasileiras na comparação com o mesmo período de 2022. A fuga do capital de risco do mercado brasileiro mais uma vez fica evidenciada na recente edição do Inside Venture Capital Report, relatório do Distrito que monitora a atuação dos fundos de investimento em startups no Brasil.
O primeiro trimestre, marcado pela falência do Silicon Valley Bank, chegou ao fim com uma queda de 86% em novos aportes em companhias brasileiras na comparação com o mesmo período de 2022. A fuga do capital de risco do mercado brasileiro mais uma vez fica evidenciada na recente edição do Inside Venture Capital Report, relatório do Distrito que monitora a atuação dos fundos de investimento em startups no Brasil.
O levantamento apontou que foram realizadas 91 rodadas neste ano, o que movimentou o mercado com uma injeção de US$ 247,02 milhões. No mesmo trimestre do ano passado, o setor contabilizou 306 rodadas e US$ 1,7 bilhão em investimentos.
"Os números deste trimestre foram afetados tanto pelo contexto macroeconômico global, quanto por episódios como a falência do Silicon Valley Bank (SVB) e o medo de uma crise bancária em uma grandeza semelhante ao que vivemos em 2008. Tudo isso fez com o que os investidores segurassem ainda mais os seus caixas, principalmente no mês de março", analisa o CEO do Distrito, Gustavo Gierun.
Segundo ele, vale ressaltar que os números volumosos que vimos em 2020 e em 2021 não devem reaparecer no horizonte, "mas é importante destacar que não devemos seguir com um cenário de escassez de capital por muito tempo", explica.
Na comparação setorial, destacam-se mais uma vez as fintechs, que receberam o maior volume de recursos (US$ 112 milhões) e o maior número de rodadas (28). Em seguida aparece o setor de Supply Chain, impulsionado pela rodada de investimento na Daki, que anunciou um cheque de US$ 50 milhões em fevereiro, e o de EnergyTech, cada segmento levantando US$ 51,1 milhões e US$ 48,6 milhões em montante de capital, respectivamente.
Gierun, comenta que, apesar do cenário de crise acentuada, o levantamento indica que o mercado tem buscado novos meios de captação.
"Os dados agora mostram mais founders incrementando seus caixas com operações de dívida e com estruturação de M&A. Essa tendência já aparecia no fim de 2022 e continuou em expansão neste trimestre. São números que acabam mostrando a resiliência das startups em um momento de instabilidade de mercado que muitas delas não haviam vivenciado", analisa.
De acordo com o executivo, esse movimento tem pontos positivos e negativos para o mercado. Entre os benefícios para quem busca financiamento via dívida estão a ampliação dos fluxos de caixa sem diluição, manutenção do controle da companhia. Sem falar o fato de evitar um possível down-round (quando as empresas levantam dinheiro com uma avaliação mais baixa do que as rodadas anteriores).
Por outro lado, levantar capital por este meio também exige dos founders uma maior diligência financeira, fora as obrigações de pagar o montante principal do empréstimo em um período de tempo específico.
O Inside Venture Capital Report aponta que nos três primeiros meses de 2023 as transações de dívida já tinham registrado uma alta de 14% a mais em número de transações na comparação com o período equivalente de 2022 (8 no 1T23 vs 7 no 1T22).
Em relação ao último trimestre de 2022, o percentual também cresceu: foram 8 no 1T23 vs 5 no 4T22, uma alta de 60%. Agora, entre janeiro e março deste ano, o levantamento mostra que este mesmo número cresceu 23% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, com deals que somam US$ 317 milhões.
Estágios de Investimento
Na variação entre os estágios de investimentos, o seed-stage registrou queda de 74,2% no contraste com 2022 e baixa de 19,91% em relação ao mesmo período de 2021.
No early-stage, o volume de capital investido em startups apresentou variação negativa de 92,6% em relação ao ano passado e redução de 84,16% no confronto com os números de aportes do primeiro trimestre de 2021.
As rodadas voltadas para empresas mais maduras tiveram uma redução expressiva no primeiro trimestre de 2023. De acordo com os dados divulgados, o late-stage captou 99,8% a menos que no mesmo período de 2022 e 99,54% a menos que em 2021.
Enquanto isso, o ticket médio em investimentos de capital semente apresentou estabilidade na comparação ao primeiro trimestre de 2022. Já nas rodadas de investimento na série A, o ticket médio teve uma queda substancial de cerca de 61,93%, enquanto na série B a queda foi de 51,37%.
 

Caldeira está no TOP 5 com marca mais inovadora do Estado

Com apenas dois anos no mercado, hub de inovação já celebra resultados importantes

Com apenas dois anos no mercado, hub de inovação já celebra resultados importantes


Fernanda Davoglio/Divulgação/JC
Com apenas dois anos de atuação no mercado, o Instituto Caldeira já se consolida como uma marca forte quando o assunto é inovação na mente dos gaúchos. O hub de inovação é a única marca da nova economia a figurar no TOP 5 da 25ª edição do Marcas de Quem Decide, do Jornal do Comércio. O resultado do levantamento realizado pelo IPO - Instituto Pesquisas de Opinião, foi apresentado nesta terça-feira, em evento realizado no Teatro do Sesi, em Porto Alegre.
Foram 78 categorias, e o hub de inovação gaúcho, ficou na 5ª posição na categoria Marca Gaúcha Inovadora na lembrança e na preferência dos gaúchos. À sua frente estão Tramontina, Gerdau, Randon e Marcopolo.

Uber e Tembici anunciam parceria inédita

Usuários passarão a ver no app as estações de bicicletas disponíveis na cidade

Usuários passarão a ver no app as estações de bicicletas disponíveis na cidade


Tembici/Divulgação/JC
A Uber e a Tembici, uma das líderes em tecnologia para micromobilidade na América Latina, anunciaram essa semana uma parceria para disponibilizar as bicicletas comuns e elétricas da marca diretamente na plataforma da Uber. Com isso, em breve, os usuários da Uber verão no app as estações de bicicletas Tembici e bike Itaú disponíveis, tornando mais fácil do que nunca se movimentar em pequenas distâncias sem carro. As bicicletas estarão disponíveis no aplicativo da Uber inicialmente em Recife, e a iniciativa será expandida para Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, e depois para as demais cidades na América Latina em que a Tembici atua.
"Essa parceria mostra o papel importante que as opções sem carro desempenham cada vez mais na estratégia da Uber para chegar a emissões zero de carbono, fornecendo aos usuários formas sustentáveis, acessíveis, e convenientes para viajar", comenta a chefe global de micromobilidade da Uber, Annie Duvnjak. A Tembici planeja fechar 2023 com mais de 30 mil bicicletas na América Latina, incluindo mais de 10 mil elétricas. "Essa iniciativa entre as duas empresas representa um passo fundamental para o desenvolvimento de soluções mais sustentáveis", ressalta o CEO da Tembici, Tomás Martins.