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Indústria

- Publicada em 02 de Agosto de 2022 às 23:02

Segmento de urbanos garante alta na produção da Marcopolo

Produção consolidada do segundo trimestre de 2022 foi de 3.395 unidades

Produção consolidada do segundo trimestre de 2022 foi de 3.395 unidades


Marcopolo/Divulgação/JC
Roberto Hunoff
Com a retomada do mercado de ônibus urbanos, a Marcopolo registrou avanço da produção consolidada no segundo trimestre do ano. No período, a companhia fabricou 3.395 unidades, volume 14,2% superior ao mesmo período de 2021. Deste total, 1.300 são modelos urbanos contra 958, o que resultou em crescimento de 12 pontos percentuais neste segmento. As entregas para o programa Caminho da Escola também favoreceram este cenário.
No segundo trimestre, a Marcopolo produziu 2.812 no Brasil e 583 unidades no exterior, aumento de 13,3% e 19%, respectivamente, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A ampliação da produção fez com que a participação de mercado da companhia chegasse aos 53,5% no último trimestre.
A companhia registrou crescimento de 39% na receita líquida, alcançando R$ 1,151 bilhão. Do total, R$ 639,9 milhões (55,6%) estão relacionados aos negócios realizados no mercado nacional, enquanto R$ 511,9 milhões (44,4%) são referentes ao mercado externo. O lucro bruto foi de R$ 131,3 milhões, com margem de 11,4%, contra R$ 60,5 milhões, margem de 7,4%, no segundo trimestre do ano passado. “Os resultados refletem o incremento de volumes e repasses de custos realizados nas vendas direcionadas ao mercado interno e operações internacionais ao longo do último ano e do primeiro semestre de 2022. A demanda por transporte público urbano pressionou os municípios por investimentos neste momento. No segmento de rodoviários, a carteira de pedidos se estende até o final de novembro”, pontua José Antonio Valiati, CFO e diretor de Relações com Investidores da companhia.
A Volare produziu 975 veículos contra 875, atingindo receita líquida de R$ 290,9 milhões diante dos R$ 199,6 milhões. No semestre, o valor chegou a R$ 581,7 milhões contra R$ 451,5 milhões do mesmo período de 2021.
Em razão da variação cambial gerada pela desvalorização do real frente ao dólar norte-americano a companhia apresentou resultado financeiro líquido negativo em R$ 39,9 milhões no segundo trimestre deste ano ante resultado positivo de R$ 182,7 milhões, O cenário provocou forte recuo no lucro líquido: de R$ 200,9 milhões e margem de 24,4%, no segundo trimestre de 2021, para R$ 26,8 milhões e margem de 2,3%.
A atuação da Marcopolo no exterior também apresenta sinais graduais de retomada. A receita operacional líquida da companhia no mercado externo foi de R$341,1 milhões, variação positiva de 57,7%. A retomada do turismo contribuiu com o fortalecimento das vendas, especialmente com o lançamento da Geração 8 em países da América Latina. A desvalorização do real ajudou na manutenção de margens saudáveis no fechamento de novos pedidos.
Mercados relevantes como o chileno e o argentino intercalam grandes pedidos e dificuldades macroeconômicas, movimento que ainda afeta uma retomada ainda mais consistente. Na Colômbia, a evolução dos resultados está prevista para o segundo semestre de 2022. No México, a empresa retomou as vendas de ônibus rodoviários pesados, com a recuperação do turismo e linhas de longa distância, e a Marcopolo Austrália tem vendas garantidas até o início de 2023. Na China, a companhia encontra dificuldades associadas ao lockdowns no país, com limites à produção em função de falta de matérias primas e componentes.
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