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Economia

- Publicada em 22 de Junho de 2022 às 18:17

Exportações da indústria gaúcha sobem 8,7% em maio

Embarques de automóveis para a Argentina em Rio Grande lideram fluxo, com alta de 115,3%

Embarques de automóveis para a Argentina em Rio Grande lideram fluxo, com alta de 115,3%


NATALIA QUINTAS/DIVULGAÇÃO/JC
As exportações da indústria de transformação gaúcha somaram US$ 1,3 bilhão em maio, elevação de 8,7% em relação ao mesmo mês de 2021, crescendo em 14 dos 23 segmentos que registraram embarques no período.
As exportações da indústria de transformação gaúcha somaram US$ 1,3 bilhão em maio, elevação de 8,7% em relação ao mesmo mês de 2021, crescendo em 14 dos 23 segmentos que registraram embarques no período.
No acumulado de 2022, as vendas externas totalizaram US$ 6,8 bilhões, 36,2% maiores se comparadas aos cinco primeiros meses do ano passado.
“O aumento nas vendas para a América Latina contribuiu muito para o resultado do mês. Além disso, as vendas de veículos para a Argentina, que foram muito afetadas com o início da pandemia, começam a mostrar sinais de recuperação”, diz o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry.

Entre os grandes setores exportadores, Veículos automotores foi o que mais cresceu, embarcando US$ 58,2 milhões a mais em mercadorias, elevação de 115,3%, principalmente para Argentina (+US$ 17,6 milhões), Chile (+US$ 11,2 milhões) e Colômbia (+US$ 8,9 milhões). Na segunda colocação, Tabaco avançou US$ 39,3 milhões – mais 57,9% –, puxado principalmente pelos embarques para a China, que superaram os US$ 35 milhões. Máquinas e equipamentos registraram o terceiro maior aumento, US$ 37,1 milhões, com as elevações nas demandas da Argentina (+US$ 12,1 milhões) e do Paraguai (+US$ 10,6 milhões). Entre os destaques negativos do mês, já começam a aparecer os efeitos da elevada base alcançada em 2021, com as quedas em Alimentos (-5,7%) e Químicos (-14%), que haviam subido muito no ano passado em função da pandemia.

Em maio, a Argentina assumiu a liderança como principal destino das exportações do RS. Foram US$ 127,4 milhões, configurando um acréscimo de US$ 49,1 milhões em relação ao mesmo mês de 2021 (+63,4%). A razão para o desempenho se deveu às altas nas exportações de Automóveis (+US$ 9,6 milhões), Autopeças (+US$ 6,7 milhões) e Máquinas e aparelhos agrícolas (ex-Tratores, +US$ 6,2 milhões) para a economia argentina.
As vendas para os Estados Unidos também cresceram, em US$ 22,4 milhões, ou 13,4%. Por trás deste número, destacaram-se as vendas de mais de US$ 13,4 milhões em Químicos, além de Alimentos (+US$ 8,5 milhões) e Celulose e papel (+US$ 7,7 milhões). Outros destaques positivos foram as elevações das exportações gaúchas para o Paraguai, Emirados Árabes e Chile, que subiram US$ 30,6, US$ 27,1 e US$ 14,1 milhões, respectivamente.

Por outro lado, a redução de 79% das exportações gaúchas para a China se explica principalmente pela venda de soja, que caiu US$ 789,3 milhões em maio, na comparação com igual mês do ano passado. Além disso, as exportações de Carne suína para a economia chinesa apresentaram novo recuo, de US$ 32,4 milhões. No ano, a retração acumulada já chega a US$ 137,5 milhões (-57%).

Tanto no mês de maio quanto no acumulado do ano, o Rio Grande do Sul permaneceu como destaque no ranking nacional das exportações industriais, ocupando a terceira e segunda colocação entre os Estados que mais exportaram, respectivamente.
Pelo lado das importações, em maio o RS comprou US$ 1,4 bilhão em mercadorias, configurando uma demanda 46,6% maior comparada ao mesmo mês de 2021. Destacaram-se as importações de Bens intermediários, mais US$ 309 milhões de um total de US$ 916 milhões adquiridos, e Combustíveis e lubrificantes, mais US$ 102,2 milhões de um total de US$ 212,4 milhões.
No acumulado de 2022, o Estado importou um total de US$ 5,1 bilhões, valor 39,8% superior ao mesmo período de 2021. As importações de Bens intermediários (+US$ 1 bilhão) lideram a pauta das compras externas no ano, seguidas por Combustíveis e lubrificantes (+US$ 336,3 milhões) e Bens de capital (+US$ 73 milhões).
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