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tecnologia

- Publicada em 04 de Março de 2015 às 00:00

Brasileiros criam celular ‘à prova de espionagem’


Jornal do Comércio
À luz do escândalo de espionagem americana divulgado por Edward Snowden, a brasileira Sikur, atualmente sediada em São Paulo, mas de mudança para Miami, desenvolveu um smartphone "anti-NSA", em referência à agência de segurança nacional dos Estados Unidos. O GranitePhone é superseguro em teoria -mas nem pense em instalar WhatsApp. 

À luz do escândalo de espionagem americana divulgado por Edward Snowden, a brasileira Sikur, atualmente sediada em São Paulo, mas de mudança para Miami, desenvolveu um smartphone "anti-NSA", em referência à agência de segurança nacional dos Estados Unidos. O GranitePhone é superseguro em teoria -mas nem pense em instalar WhatsApp. 

Com toda informação criptografada pesadamente em tecnologia de 2.048 bits, proteção difícil de ser derrubada, e baseado no sistema Android, o aparelho está atualmente em pré-venda por US$ 639 (cerca de R$ 1.900) e dificulta a vida de um eventual abelhudo, ao mesmo tempo em que só permite a instalação de apps aprovados pela fabricante. 

"Os possíveis clientes são governamentais", disse Francisco Cavalcante, gerente de parcerias para a América Latina da Sikur, companhia que é parceira do Ministério da Defesa brasileiro e que desenvolve também aplicativos de mensagem criptografados, categoria que ganhou notoriedade especialmente com o app Telegram no ano passado. 

Em junho, para quando o lançamento do GranitePhone está programado (o preço será de US$ 799, ou R$ 2.400, no mundo todo), o concorrente suíço Blackphone completa um ano de idade. 

Cavalcante diz que a vantagem sobre o rival é que o celular brasileiro, desenvolvido nos escritórios no Brasil, nos EUA e em Dubai, permite ligações para telefones comuns, sem criptografia. 

Ligações seguras só são feitas para aparelhos com o software de chamadas da Sikur (que usa a conexão à internet em vez da rede de voz celular), sejam eles smartphones normais com o app (Androids, iPhones ou Windows Phones) ou, claro, outros GranitePhones. 

Haverá uma loja virtual para apps aprovados, tal qual a App Store ou a Play, onde só software "que não compromete a segurança da plataforma" serão disponibilizados. 

Ou seja, é possível que o WhatsApp esteja disponível um dia, mas isso depende de uma parceria entre as duas empresas. 

No ano passado, o WhatsApp, hoje pertencente ao Facebook, anunciou que passou a criptografar todos os bilhões de mensagens trocadas diariamente pelos usuários. 

Outra vantagem sobre o Blackphone -já idoso para um smartphone- são as especificações, equiparáveis às de topos de linha das grandes fabricantes de Android: processador Snapdragon 800, tela Full HD de 5 polegadas e conectividade 4G. 

"Será um produto premium, com preço também diferenciado", diz Cavalcante. 

Outras funções do aparelho são disco virtual, mensagens e e-mails criptografados. 

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