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- Publicada em 30 de Julho de 2014 às 00:00

Grupo Randon terá jornada menor de agosto a outubro


Jornal do Comércio
Sem a confirmação da esperada retomada do mercado após o fim da Copa do Mundo, as Empresas Randon, de Caxias do Sul, propuseram aos seus trabalhadores a flexibilização da jornada, com a adoção da semana de quatro dias nos meses de agosto, setembro e outubro. A proposta foi votada e aprovada, com índices que variaram de 78% a 100%, pelos funcionários da Randon Implementos Caxias do Sul e São Paulo, Suspensys, Castertech, Master e Jost Brasil. Só ficam fora da medida a Fras-le e a Randon Veículos.
Sem a confirmação da esperada retomada do mercado após o fim da Copa do Mundo, as Empresas Randon, de Caxias do Sul, propuseram aos seus trabalhadores a flexibilização da jornada, com a adoção da semana de quatro dias nos meses de agosto, setembro e outubro. A proposta foi votada e aprovada, com índices que variaram de 78% a 100%, pelos funcionários da Randon Implementos Caxias do Sul e São Paulo, Suspensys, Castertech, Master e Jost Brasil. Só ficam fora da medida a Fras-le e a Randon Veículos.
Vanderlei Novello, diretor corporativo de recursos humanos, calcula em 9 mil o número de funcionários envolvidos, dos quais 8 mil em Caxias do Sul. A Fras-le não foi incluída por ainda conseguir ajustar sua produção em função das exportações, que representam 35% de seus negócios. A Randon Veículos, que já havia adotado férias coletivas antes das demais empresas e reduzido seu quadro, tem situação de mercado normal no segmento fora-de-estrada.
O diretor destacou que desde o segundo trimestre do ano a Randon vem tomando medidas para ajustar a produção à realidade do mercado. Entre elas, a adoção de férias coletivas e de feriados prolongados, além de eliminar horas extras e não repor os pedidos de demissão. “A diretoria acreditava que após a Copa do Mundo o mercado retomaria níveis de normalidade. Mas isto até agora não ocorreu, o que exigiu o uso da flexibilização para garantir a manutenção dos empregos.” Novello afirma que a empresa não vislumbra sinais de mudança do quadro até outubro.
O conjunto de empresas que adotará a flexibilização começou o ano com 9 mil funcionários. No final de julho são 400 a menos, basicamente pela não reposição de saídas voluntárias. Novello recorda que, no início do ano, a visão era de contratações diante da expectativa de crescimento do mercado. “Estamos operando, no mínimo, 20% abaixo do que era esperado.”
Ao contrário de outros momentos, em que alguns setores das unidades continuavam trabalhando, neste a redução de jornada será geral. “Estamos usando o termo ‘apagar a luz’ para definir a medida, que se aplicará, até mesmo, às lideranças, inclusive na questão salarial.” A proposta aprovada determina que metade das horas não trabalhadas seja descontada e a outra abonada, sem prejuízo no descanso semanal remunerado, férias, décimo-terceiro salário e Programa de Participação nos Resultados. Novello adiantou que, no dia 1 de agosto, não haverá atividades. No início de cada semana ocorrerá reunião para análise do comportamento do mercado e definição se haverá ou não um dia a menos de trabalho.
O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos estuda questionar a validade da votação por meio de ação judicial. O entendimento é que a flexibilização faz parte do dissídio coletivo da categoria, ainda não fechado neste ano.
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