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tecnologia

- Publicada em 28 de Dezembro de 2010 às 00:00

IBM Brasil e Rio de Janeiro criam Centro de Operações


Patricia Knebel/Especial/JC
Jornal do Comércio
O primeiro grande projeto de cidade inteligente da IBM Brasil está sendo implementado na cidade do Rio de Janeiro. O projeto, considerado inédito pela sua amplitude, será inaugurado no dia 31 de dezembro, mas alguns detalhes do seu funcionamento foram apresentados ontem pelo prefeito da cidade, Eduardo Paes.
O primeiro grande projeto de cidade inteligente da IBM Brasil está sendo implementado na cidade do Rio de Janeiro. O projeto, considerado inédito pela sua amplitude, será inaugurado no dia 31 de dezembro, mas alguns detalhes do seu funcionamento foram apresentados ontem pelo prefeito da cidade, Eduardo Paes.
O Centro de Operações Rio, localizado no bairro de Cidade Nova, a cerca de 200 metros da prefeitura, irá integrar 30 órgãos municipais e concessionárias, como empresas de ônibus. O objetivo é monitorar e otimizar o funcionamento da cidade, além de antecipar soluções e minimizar as ocorrências, como enchentes e deslizamentos. "Nós, que estamos acostumados a desenvolver centros pelo mundo, ficamos impressionados com esse", admite o diretor de cidades inteligentes da IBM, Pedro Almeida. O projeto se destaca pela grande integração de dados que possibilita e por ser uma plataforma aberta, permitindo que diferentes fornecedores e tecnologias sejam integrados.
Os valores ainda não foram apresentados, mas sabe-se que a prefeitura investiu na plataforma da IBM e na compra de um novo radar. O restante faz parte de uma contrapartida das empresas que, interessadas na exposição que a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos trarão, doaram os equipamentos.
Uma das grandes atrações é o desenvolvimento de um sistema de Previsão de Meteorologia de Alta Resolução (PMAR), que pode prever chuvas fortes com até 48 horas de antecedência. O projeto será inaugurado possivelmente entre os meses de maio e junho, e o primeiro realizado pelo Centro de Pesquisa da IBM Brasil.
O PMAR se baseia em um modelo matemático unificado e exclusivo para a cidade do Rio de Janeiro. O sistema envolve a reunião de dados da bacia hidrográfica, o levantamento topográfico, o histórico de chuvas do município e informações de satélites e radares. A missão será prever a incidência de chuvas e enchentes. Após detectarem a incidência de chuvas, o PMAR fará a modelagem das possíveis inundações e, com ela, também será possível avaliar os efeitos no trânsito da cidade.
O Centro de Operações Rio faz parte da estratégia mundial da IBM que tem como objetivo desenvolver tecnologias que ajudem as cidades a funcionar de forma mais inteligente. O projeto do Brasil, porém, é o primeiro que irá integrar todas as etapas de um gerenciamento de crise: desde a previsão, mitigação e preparação, até a resposta imediata aos eventos e realimentação do sistema com novas informações que podem ser usadas em futuros incidentes. Também são parceiros a Cisco, Cyrela, Facilities, Mauell, Oi e a Samsung.
Almeida diz que esse é o primeiro grande projeto de cidade inteligente realizado pela IBM no Brasil. A ideia é replicá-lo em outras cidades, principalmente nas que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014. "Já estamos trabalhando em projetos e Porto Alegre é um dos nossos focos. Estamos avaliando as peculiaridades de cada local", complementa.

Sala de Controle possui telão de 80 m2, o maior da América Latina

O Centro de Operações Rio foi construído em tempo recorde: quatro meses. O prédio funcionará em regime 24x7, interconectando informações de vários sistemas do município para visualização, monitoramento, análise e atuação em tempo real.
A tomada de decisões será baseada em 215 situações já mapeadas. Mais de 300 mil metros de cabos de telecomunicações integram e tratam de forma inteligente todas as informações recebidas e geradas no Centro de Operações Rio. Cerca de 400 profissionais trabalharão diariamente em três turnos.
O Centro de Operações Rio conta com 300 monitores espalhados por 100 salas que irão transmitir e gerar informação sobre todo o funcionamento da cidade. A Sala de Controle, centro de inteligência do projeto, possui o maior telão da América Latina, com 80 m2, de onde mais de 70 controladores de órgãos municipais e empresas de serviços públicos irão monitorar em tempo integral a cidade com imagens em alta resolução.
Este supertelão é composto por 80 monitores de 46 polegadas, doados pela Samsung, que vão mostrar os pontos de crise através de marcações identificadas pelas cores verde, amarelo e vermelho, conforme o grau de risco, em mapas feitos por meio de ferramenta da Google.
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