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Publicada em 11 de Setembro de 2026 às 00:40

Uma pitada de emo, shoegaze e punk: assim nasce O Concreto

Banda porto-alegrense lançou em setembro a pesada Posição de Impacto, primeiro single de novo disco

Banda porto-alegrense lançou em setembro a pesada Posição de Impacto, primeiro single de novo disco

/GIULIA GEYER/DIVULGAÇÃO/JC
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Andressa Pufal
Andressa Pufal Repórter de Cultura
Um dia o “fã número 1 dos Strokes” resolveu formar uma banda. Com referências iniciais que bebiam do indie rock de bandas como Arctic Monkeys e o próprio Strokes, surgiu O Concreto. Quatro anos depois, com nova formação, novas influências e novos desejos, o grupo lançou seu mais novo single Posição de Impacto, que prelude o novo álbum e marca o início de uma nova fase para a banda.

Um som melancólico, pesado, com guitarras bem texturizadas e carregadas e uma letra que fala daquela tão temida dor de amor é o que se escuta quando damos play no single que foi lançado no dia primeiro de setembro. Não tão parecido com o indie que impulsionou os primeiros passos, mas uma prova de que uma banda ainda tão jovem é capaz de já ter se reinventado para trazer novas referências na construção do seu som e sua identidade.

Formada por Lucas Castro (o fã de Strokes), na guitarra e vocais; Arthur Firmino, na guitarra; Antonio Olivé, na bateria e voz; e Milena Vardaramatos, a mais nova valiosa aquisição da banda para reforçar o baixo e vocais, O Concreto explica que Posição de Impacto é o som mais pesado do próximo álbum – que tem previsão de lançamento para novembro.

“Ela é uma das mais pesadas, é uma música que meio que generaliza a nova estética”, explica Arthur. “Por isso que a gente escolheu ela como primeiro single. De certa forma ela tem tudo que o álbum engloba.” Diferentemente do primeiro single da banda, Mr. Tédio – lançada em 2022 e que traz uma vibe mais animada, guitarra e vocais bem melodicamente indies – e do primeiro EP, de 2024, que leva o mesmo nome da banda, Posição de Impacto se aproxima bem mais de um shoegaze emo com pitadas de punk.

Para isso, os músicos foram beber de fontes como Fresno, Paramore, Sunny Day Real State, CPM 22 e Quem É Você Alice – banda porto-alegrense que também conta com a Milena, só que na guitarra. Esse movimento também se deu muito pela produção do álbum ser assinada pelo Selo Naif, uma das grandes impulsionadoras da cena independente atual.

Com nove faixas, o álbum que está por vir tem composições novas e antigas, “da primeira leva de músicas” da banda, que foram sendo rearranjadas e modificadas, incluindo as novas referências do grupo e as ideias da Naif, que é conhecida por estar inserida no universo emo. “O processo de produção mudou meio que absolutamente tudo, porque o primeiro EP, a gente produziu entre nós, gravando meio amadoramente”, explica o batera Antônio.

“E agora, ter feito o disco no estúdio do selo e sendo dirigidos, eu acho que é uma mudança muito positiva. Passamos de uma coisa feita quase na garagem para um disco já muito mais estruturado, muito mais pensado, planejado, com pré-produção, com mudança de arranjo, revisitando as letras. Isso é um grande diferencial para o segundo álbum.”

Além das influências, o Selo também cria uma comunidade que gera forças para tudo acontecer. “Atualmente é esse lance de rock gaúcho e o rock em geral, na cena independente, eu acho que tá voltando bastante”, analisa Milena.

É bem legal estar no meio disso, mantendo a cena viva. O pessoal tá muito pilhado para se ajudar e isso é essencial no processo de todas as bandas. Criou-se uma “rede da cena”, que nos faz ver que é possível fazer rock no Brasil. Tem uma comunidade para tu abraçar, tá ligado? As pessoas realmente se ajudam e isso é incrível.

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