O tradicionalismo gaúcho gera um impacto financeiro estimado em R$ 652,8 milhões durante o Mês Farroupilha, segundo pesquisa do economista José Antonio Ribeiro de Moura, professor da Universidade Feevale. O levantamento considera despesas e investimentos ligados a alimentação, indumentária, eventos, shows, erva-mate, cutelaria e combustível durante a Semana Farroupilha e a Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.
O consumo de churrasco lidera as movimentações, com R$ 182,67 milhões — R$ 140,62 milhões em carne e R$ 42,05 milhões em carvão. A compra de itens típicos, como bombachas, botas, chapéus e ponchos, soma R$ 46,51 milhões, enquanto a cadeia campeira, que inclui alimentação, hotelaria, transporte e encilhas de animais, responde por R$ 31,25 milhões. Já os investimentos em indumentárias e laços dos laçadores somam R$ 5,58 milhões.
A cultura também movimenta os números da economia do Estado durante o período: a música gaúcha movimenta R$ 80,4 milhões, somando shows e atrações (R$ 36,8 milhões) e mídia, bailes, cursos, acampamentos e produtos artesanais (R$ 43,6 milhões). A erva-mate soma R$ 61,5 milhões, a cutelaria, R$ 16 milhões, e o deslocamento das famílias até os eventos gera um gasto estimado em R$ 8,84 milhões com combustível.
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