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Publicada em 09 de Setembro de 2026 às 00:25

O baile virou show

Nesta quinta-feira, pela primeira vez uma banda de baile ocupa o palco do Araújo Vianna

Nesta quinta-feira, pela primeira vez uma banda de baile ocupa o palco do Araújo Vianna

/BS ENTRETENIMENTO/DIVULGAÇÃO/JC
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Andressa Pufal
Andressa Pufal Repórter de Cultura
Pela primeira vez na história, o Auditório Araújo Vianna vai receber o espetáculo de uma banda de baile. Conhecido por clássicos como Perigosa e Linda, Aquela dos Olhos Negros e Bandida, o grupo Corpo e Alma vai trazer à Capital uma apresentação especial pensada exclusivamente para este momento, transformando a tradição das festas de salão em uma produção concebida para uma das principais casas de shows do Estado. O evento será nesta quinta-feira (10), às 21h, e tem ingressos com valores a partir de R$ 70,00, à venda no Sympla

Com mais de cinco décadas de estrada, a Corpo e Alma já colocou muitas gerações para dançar em bailes e festas de todo o Estado. E agora preparam uma noite diferenciada pensada para proporcionar uma experiência diferente, já que a estrutura do Araújo Vianna não vai permitir que o público exiba o seu gingado. “Vamos fazer um show diferente porque a galera vai precisar ficar sentada”, explica Gabriel Mendes, vocalista da banda.

“O público vai poder viver o nosso show de uma nova forma: focando em cantar mais, interagir com os músicos, bater palma. E também já ficam na vontade de dançar e irem nas próximas apresentações!” No espetáculo, Gabriel compartilha os vocais com Wagner Schneider,  e estarão ao lado de Luis Miguel e Thiago Cafe, nos trompetes; Cesar Alejandro, na bateria, e Diego Malanowski, na percussão; Luis Apolinario, na guitarra; Fabio Soares, no contrabaixo; e Leonardo França, no acordeom. 

Estrear no palco de um dos espaços culturais mais cobiçados do Brasil confirma o reconhecimento público de uma longa trajetória. “Para nós está sendo uma grande honra. É uma responsabilidade gigante. Porque sabemos que estamos representando não só a nossa banda, mas também todo esse segmento de música.”

Para esta noite, a banda contará com duas participações especiais: sobem ao palco como atrações convidadas os grupos Rainha Musical e Brilha Som. A apresentação vai percorrer os principais clássicos das trajetórias dos grupos, além dos lançamentos mais recentes. Haverá um bloco especial dedicado a cantar os sucessos desde o início da carreira da Corpo e Alma, proporcionando uma verdadeira viagem no tempo entre os fãs de longa data.

Há 50 anos mantendo viva a tradição e o espírito dos bailões gaúchos, o Corpo e Alma agora assume novos contornos e abre caminho para um novo futuro. O espetáculo desta quinta acontece no momento de renovação em que o grupo quer ampliar o diálogo com o público nacional, absorvendo matizes da cultura popular brasileira, além de expandir as influências latinas em sua sonoridade.

Este movimento fica explícito a partir do mais novo lançamento da banda, Três Vícios, em parceria especial com o Traia Véia, um dos grandes nomes da atual cena sertaneja. Sempre honrando as raízes gaúchas que são as fundações da sua essência, Corpo e Alma agora faz acenos a novas identidades e sonoridades brasileiras, construindo uma nova pegada com o estilo da música sertaneja e da cultura popular nacional.

Além disso, desde o ano passado a banda vem bebendo cada vez mais de texturas latinas, com o projeto Corpo, Cúmbia e Alma, dedicado à cúmbia e à katchaka. “A banda sempre teve em seu DNA a katchaka, que é uma espécie de cúmbia.”, explica o vocalista do grupo. “E agora, mais do que nunca, a banda também tá focando em trazer essa sonoridade diferente para o nosso mercado, trazer essas identidades que ainda não tem muito no Brasil.”

Com a mesma identidade, o grupo agora vislumbra um futuro maior. São novos sonhos, novos palcos, novos projetos, novos sons, mas carregando na veia o sangue do noroeste gaúcho, onde o primeiro passo foi dado.

“O sonho de todo músico é levar a nossa música o mais longe possível. A gente sempre tá estudando sobre o que a gente pode trazer de diferente para levar a nossa música cada vez mais longe. É o bailão mas também trazendo elementos de outras músicas, para poder alcançar novos públicos para cada vez levar a nossa essência para outros palcos.”

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