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Publicada em 01 de Setembro de 2026 às 17:04

Daya Moraes estreia curta-metragem que expande universo de novo álbum

Daya Moraes participou de perto da construção do roteiro e da personagem de Dama, curta-metragem que antecede o disco Dama do Jogo

Daya Moraes participou de perto da construção do roteiro e da personagem de Dama, curta-metragem que antecede o disco Dama do Jogo

ADONIAS PEREIRA/DIVULGAÇÃO/JC
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Joana Luna Camargo
"Gritar para ser ouvida." É assim que Daya Moraes, cantora, compositora e apresentadora, resume o momento mais simbólico de DAMA, curta-metragem musical de ficção que teve a estreia na última sexta-feira (28), no canal no YouTube da artista. "É onde a cena mais se conecta comigo, já passei por algo muito parecido", diz, reconhecendo ali um reflexo direto de sua própria trajetória na música.

Com 16 minutos de duração, DAMA fica longe de uma cinebiografia ou adaptação literal das faixas do novo álbum de Daya - Dama do Jogo, que chega às plataformas de streaming nesta sexta-feira (4)-, já que o curta conta a história de Luana, personagem fictícia de uma mulher e mãe que precisa romper padrões e expectativas alheias para assumir o controle da própria trajetória - metáfora que dá nome ao projeto como um todo. "Avançamos as casas do tabuleiro para chegarmos onde queremos chegar", explica a cantora.

A decisão de criar um curta-metragem surgiu ainda na concepção da obra fonográfica. Segundo a compositora, a narrativa das dez canções era "redonda" demais para ser fragmentada, então, com isso em mente, a diretora Lisiane Cohen propôs, ao invés dos tradicionais videoclipes, a realização de um filme com narrativa ficcional, utilizando trechos de algumas músicas do disco.

O projeto também reforça, fora das câmeras, o discurso que carrega na tela. Além da direção de Lisiane Cohen, reúne majoritariamente mulheres em posições-chave: Carmen Fernandes na direção de arte, Fernanda Kern na montagem e Renata Dubois na produção executiva. "A representatividade não pode estar somente no discurso, precisa estar também na tela e nos bastidores", diz Daya, que participou de perto da construção do roteiro e da personagem. "Eu tenho dedos em todas as questões deste trabalho", complementa.

Ao comparar as duas obras, o filme e o álbum, a cantora descreve uma relação de mão dupla, não de subordinação de uma linguagem à outra. "É uma ligação, é um círculo", resume, destacando que ambos funcionam de forma independente, ao mesmo tempo que se completam para quem tiver acesso aos dois. A geografia da produção ainda reforça essa dualidade: enquanto o disco foi gravado majoritariamente em São Paulo - decisão que a compositora descreve como positiva para o amadurecimento do trabalho -, o curta foi produzido inteiramente no Rio Grande do Sul, com recursos do FUMPROARTE.

Para Daya, disponibilizar o material gratuitamente na internet, através do YouTube, é parte central do propósito de sua obra. "Quanto mais pessoas tiverem acesso, mais iremos debater assuntos importantes", diz, citando o cenário atual de violência contra a mulher como motor para a urgência de falar sobre os temas. Após pré-estreia na Casa de Cultura Mario Quintana, na última terça-feira (25), quando teve o primeiro contato com a reação do público, Daya segue agora os próximos passos do projeto: lançamento do álbum Dama do Jogo nesta sexta-feira (4), e o show de estreia, dia 12 de setembro, no Teatro Túlio Piva (R. da República, 575), com participação especial do músico e produtor paulista Master Pe. Sobre o que espera do plateia, a artista não hesita: "Que ninguém que assistir saia do mesmo jeito."

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