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Publicada em 23 de Agosto de 2026 às 15:24

Selton Mello revive quatro décadas de carreira em masterclass na Pucrs

Ator e diretor lotou o Centro de Eventos da PUCRS no último sábado (22), a partir do livro-autobiográfico

Ator e diretor lotou o Centro de Eventos da PUCRS no último sábado (22), a partir do livro-autobiográfico "Eu me Lembro"

GUSTAVO FAGUNDES/PUCRS/DIVULGAÇÃO/JC
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Joana Luna Camargo
“Vocês vão entrar na minha cabeça hoje.” Foi assim que Selton Mello abriu a masterclass que reuniu público no Centro de Eventos da Pucrs, no último sábado (22), promovida pela Pucrs Cultura com apoio da Jambô Editora. A apresentação, guiada por fotos e trechos em vídeo que passeavam pela carreira do ator e diretor, partiu do livro Eu me Lembro, entregue a cada ingresso, para reconstituir uma trajetória que começa na infância em São Paulo e atravessa o Oscar conquistado em 2025.

Selton começou contando histórias da família e da relação dos pais - “meus principais espectadores” - com o próprio ofício, entre elas a lembrança de subir ao palco pela primeira vez para cantar Roberto Carlos, com o figurino costurado pela mãe. Falou também da origem dos pais no interior, e brincou com a plateia sobre como se autodenomina: “artista e decoradores de interiores”.

Ao longo da noite, o ator refletiu sobre o próprio processo de composição de personagens - incluindo a passagem marcante por Auto da Compadecida - e sobre o que considera o verdadeiro trabalho da sua carreira: “manter a essência de menino, puro na expressão, como se comporta em cena, sem vícios de outros trabalhos”. Em contraste com uma foto de Selton ainda criança atuando em sua primeira novela no telão, um close de câmera em seu rosto o chamou a atenção e aproveitou para pontuar suas marcas da idade no rosto: “Tudo mexe, minhas rugas… Tem gente que precisa fazer harmonização psicológica” completa, alfinetando a moda de processos estéticos na face.

Em determinado momento, chegou a caminhar entre as cadeiras da plateia, distribuindo livros e lembranças, ao mesmo tempo que tentava responder às perguntas do público - um gesto que reforçou o tom intimista que marcou toda a noite. A masterclass não teve sessão de autógrafos, mas deixou a marca de uma conversa aberta sobre memória, ofício e a construção de uma trajetória que, segundo o próprio ator, ainda o surpreende.

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