Após movimentar ccena teatral da Capital,
último fim de semana do 20º Festival Palco Giratório Sesc contará com performances voltadas à memória das
artes cênicas, espetáculos inspirados na cultura ballroom, apresentações musicais e montagens teatrais baseadas em clássicos da literatura. Confira os principais destaques para os próximos dias de festival, que encerra na quarta-feira (3). Todos os ingressos estão disponíveis no
site do Sesc e nas bilheterias das casas.
Uma das atrações do finde é a
Biblioteca de Bolso, ação performática que transforma artistas em “livros vivos”, convidados a compartilhar com o público memórias e experiências relacionadas aos 20 anos do festival e às obras que marcaram suas trajetórias. As apresentações acontecem
entre os dias 28 e 31 de maio, quinta-feira e domingo, em foyers e saguões de teatros da Capital.
Biblioteca de Bolso tem sessões na quinta (28), às 18h, no Saguão do Centro Municipal de Cultura, Arte e Lazer Lupicínio Rodrigues. Na sexta (29), às 20h, no mesmo local. No sábado (30) a intervenção chega ao Foyer do Teatro Simões Lopes Neto, às 19h. E no domingo (31), às 19h, no Foyer do Teatro do CHC Santa Casa.
Na
sexta-feira (29), as opções são muitas. No Teatro do CHC Santa Casa (Av. Independência, 75),
às 15h, No Coração da Lua traz ao palco o debate sobre
saúde mental infantil em uma peça que combina muito humor, leveza, músicas e valiosas lições.
Às 19h, no Teatro Carlos Carvalho (R. dos Andradas, 736) a peça
E Agora? mistura o absurdo e o humor em um espetáculo que investiga as relações humanas, comicidade corporal e o encontro entre pessoas.
Ainda na
sexta (29), a
lenda da Mãe Preta é um convite à reflexão sobre a importância da água, da natureza e da força da mulher negra sobe ao palco da Sala Álvaro Moreyra (Av. Érico Veríssimo, 307). O espetáculo
Mãe Preta Fonte para Nossas Artes começa
às 20h e é convite a honrar a ancestralidade negra. Fechando a programação,
às 21h, o Teatro Renascença (Av. Érico Veríssimo, 307) recebe um
clássico da literatura russa. Nastácia conta a história da heroína dostoievskiana que é conhecida por atingir a maior densidade humana, ética e dramática vivida por uma personagem feminina em toda a história da literatura universal.
No
sábado (30), a vez é da dança com
Ònà, às 16h, Praça Júlio Mesquita (em frente à Usina do Gasômetro). Através do jogo em cena e dos elementos das
danças afro-brasileiras e danças urbanas criam-se territórios afetivos e marcados pela passagem do corpo negro de forma a evidenciar, o trânsito, a presença, o trabalho de cultura afro urbana. O
samba também tem vez com
Corpo Samba - Oficena,
às 17h, no Boteco do Paulista (Rua Riachuelo, 230). O trabalho propõe um formato híbrido entre cena e oficina, no qual artistas e público compartilham o espaço em dinâmica de roda. A música ao vivo conduz a experiência, aproximando quem toca, dança e assiste, rompendo com a separação tradicional entre palco e plateia.
O
sábado (30) também conta com a música de
Marcelo Jeneci Trio, às 18h e às 20h, no Teatro Simões Lopes Neto (Praça Marechal Deodoro, s/n). Jeneci transforma o palco e a plateia em um único ambiente, tecendo uma narrativa
percorre sua discografia com novos arranjos, novas leituras e pequenas janelas para o que está por vir. Entre grooves, sanfona, sintetizadores e poesias contagiantes, ele apresenta uma performance pulsante, cheia de história, emoção e presença. Fechando o
sábado, às 21h, o Teatro Renascença (Av. Érico Veríssimo, 307) tem outra sessão de
Nastácia.
Domingo (31) traz o
balé de Silvia Wolff com
Pena.
Às 19h, o Estúdio Stravaganza (Rua Dr. Olinto de Oliveira, 64) recebe a volta aos palcos da bailarina que
sofreu um AVC e que agora confronta os significados simbólicos e ideológicos do
corpo deficiente em nossa cultura. A obra se enquadra, no conceito de balé contemporâneo, não enquanto um estilo, mas sim um novo momento na história do balé onde podemos celebrar o vulnerável, reconstruir ideais de perfeição.
Às 20h, fechando a programação do fim de semana, o Teatro do CHC Santa Casa (Av. Independência, 75) apresenta
S!NT3T1C05, que traz o ser
humano contemporâneo e suas contradições ao centro do debate. Em meio à aceleração constante, à busca incessante por produtividade e à multiplicação de estímulos, o indivíduo se vê cada vez mais fragmentado, distante do presente e de si mesmo.