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Publicada em 28 de Maio de 2026 às 15:44

Após AVC, bailarina Silvia Wolff retorna aos palcos com espetáculo Pena neste domingo (31)

Apresentação de balé integra programação do Palco Giratório e explora a estética habilista na dança; Show será às 19h, no Estúdio Stravaganza

Apresentação de balé integra programação do Palco Giratório e explora a estética habilista na dança; Show será às 19h, no Estúdio Stravaganza

Bruna Bertoldo/DIVULGAÇÃO/JC
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Neste domingo (31), a bailarina Silvia Wolff retorna aos palcos com o espetáculo Pena, um solo que traz à cena a história do corpo de uma bailarina que estudou nas melhores escolas de ballet do mundo, construiu uma trajetória de sucesso nas companhias Berlin Opera Ballet e a Pennsylvania Ballet, e, após um AVC, lida com a estética habilista na dança. A apresentação integra a programação do Palco Giratório e ocorre às 19h, no Estúdio Stravaganza (Rua Dr. Olinto de Oliveira, 68). Ingressos a partir de R$ 15,00 no site do Sesc. 

Com direção de Flávio Campos, Pena lança mão de procedimentos de criação do Balé Possível, fruto da investigação de Silvia em seu pós-doutorado na Faculdade de Motricidade humana da Universidade de Lisboa e explorado por ela como professora na graduação em Dança da Universidade Federal de Santa Maria e em projetos internacionais que realizou junto a pessoas com e sem deficiências.

Aos 34 anos, Silvia sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) que lhe deixou sequelas. Neste retorno à cena, ela confronta os significados simbólicos e ideológicos do corpo deficiente. O título Pena é remanescente de uma experiência vivida junto a um amigo, a quem Silvia disse que não mais voltaria à cena. “Fui com um amigo ao teatro para assistir a um espetáculo de dança e encontramos uma amiga de infância. Ao vê-la caminhando com as dificuldades pós-AVC, a amiga exclamou: ‘Que pena, né? Tu era tão bonita!’.

Pena surge, então, enquanto ideia para uma criação cênica que possa lidar com a estética habilista desse belo, perfeito e ideal tão específicos do contexto do balé, não só pela pluralidade de significados da palavra, como também por sua relação com a figura do Cisne, muito presente na trajetória profissional da autora em questão, recorda Silvia Wolff.

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