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Publicada em 26 de Maio de 2026 às 11:24

Morre o saxofonista Sonny Rollins, 'colosso do jazz' e uma das últimas lendas do estilo

Músico norte-americano tinha 95 anos e vinha afastado dos palcos por problemas respiratórios

Músico norte-americano tinha 95 anos e vinha afastado dos palcos por problemas respiratórios

NYCULTUREBEAT/WIKIMEDIA COMMONS/REPRODUÇÃO/JC
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Reconhecido como o "colosso do saxofone" e um dos últimos representantes de uma era de ouro do jazz, o norte-americano Sonny Rollins morreu na última segunda-feira (25), aos 95 anos. O falecimento foi confirmado nas redes sociais do artista, mas a causa da morte não foi informada. A partir de um estilo ao mesmo tempo enérgico e contemplativo, Rollins fez do jazz um veículo que aproximava o comentário social e a espiritualidade, tendo como um dos principais temas a luta dos afro-americanos pela igualdade de direitos em um país rachado pelo racismo.

Frequentemente elencado ao lado de gigantes como Coleman Hawkins e John Coltrane, Sonny Rollins chegou aos 20 e poucos anos já com um currículo de peso, colaborando com nomes como Miles Davis, Charlie Parker e Thelonious Monk. Mas foi a partir de Saxophone Colossus (1956) que o músico ganhou luz própria, destacando-se dentro do subgênero conhecido como hard bop.

Em entrevista à AFP em 2016, o saxofonista refletiu sobre sua longa trajetória, tendo sobrevivido a quase todos os seus colegas dos tempos dourados do jazz. "Sigo vivo porque sigo aprendendo", comentou. Ele admitiu também um certo arrependimento pelo comportamento da juventude, dizendo que era imaturo e que fez "muitas coisas estúpidas" com pessoas como Coltrane e Monk.

Sonny foi casado durante 47 anos com a empresária musical Lucille Rollins, que faleceu em 2004. Nos últimos anos, o músico vinha afastado dos palcos, em decorrência de problemas respiratórios. Seu último trabalho foi a série de álbuns ao vivo Road Shows, com o volume mais recente lançado em 2016.

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