Porto Alegre volta a ocupar um lugar central na trajetória da Fresno. A banda gaúcha retorna à cidade onde iniciou sua história para um show gratuito neste sábado (16), às 20 horas no Parque da Redenção, dentro da programação da Semana S, iniciativa do Sistema Fecomércio-RS que reúne atividades culturais, serviços e inovação voltados à população.
A apresentação integra a turnê Carta de Adeus, novo projeto do grupo, “Porto Alegre é onde tudo começou: primeiros shows, primeiros fãs, primeiro tudo”, afirma o vocalista Lucas Silveira. O show no Parque da Redenção resgata um momento marcante da carreira: a apresentação de 2007 no mesmo local, que inspirou a música Redenção e um dos álbuns mais emblemáticos da banda.
Desde então, a Fresno consolidou uma base sólida de fãs na capital gaúcha, mantendo uma relação fiel e de carinho com o público local. “Porto Alegre é uma das cidades onde temos maior público, justamente por essa conexão direta com a origem”, destaca Silveira.
No palco, o grupo promete equilibrar passado e presente. O repertório deve mesclar clássicos que marcaram gerações, músicas que marcaram uma geração como Quebre as correntes, Alguém que te faz sorrir e o grande primeiro hit Polo prometem emocionar a plateia do parque nesse final de semana. Além de clássicos que protagonizaram a chamada “fase emo”, a banda também irá apresentar pela primeira vez as faixas do novo álbum.
A proposta, segundo o vocalista, é “fabricar novos clássicos”, sem abrir mão das músicas que ganharam significado coletivo ao longo dos anos.
O disco Carta de Adeus surge como uma reflexão sobre o tempo e o próprio processo criativo. As composições partem de experiências pessoais que, ao serem compartilhadas, ganham caráter universal.
“São como cartas para versões antigas de mim mesmo, coisas que eu não consegui dizer antes”, explica. Musicalmente, o trabalho mantém o DNA emocional da Fresno, mas dialoga com novas sonoridades e com o momento atual da indústria musical em contraste com a crescente automatização trazida pela tecnologia. Para a banda, a essência da arte ainda está na imperfeição humana e na capacidade de emocionar.
Essa dimensão também atravessa a trajetória do grupo, que surgiu no início dos anos 2000 impulsionado pela internet, em um contexto de transformação cultural. A chamada cena emo, mais do que um gênero musical, representou uma mudança de comportamento entre jovens que encontraram, pela primeira vez, espaço para expressão e identificação fora dos meios tradicionais.
Mais de duas décadas depois, a Fresno segue independente e fiel ao espírito “faça você mesmo”, característica que sustenta sua produção constante e a relação direta com o público. A turnê atual, que começa simbolicamente em Porto Alegre, deve percorrer o Brasil e outros países, ampliando o alcance internacional da banda.
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