O caminho entre a nova sede do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (Macrs), no coração do 4º Distrito, e a Vila dos Papeleiros é curto no relógio – não leva mais do que seis minutos de caminhada –, mas representa um abismo social que o projeto LAB.Presença tem se empenhado em transformar em passarela. Em uma Porto Alegre que ainda tenta se reerguer e ressignificar seus espaços após a maior tragédia climática de sua história, o museu deixa de ser apenas um repositório de obras de arte para se tornar um agente vivo de transformação, escuta e, sobretudo, deslocamento. A iniciativa, que integra o programa educativo da Instituição (Lab.Educativo), promove um diálogo multidisciplinar que subverte a lógica tradicional da contemplação passiva, levando crianças de uma comunidade historicamente invisibilizada para dentro das galerias e, simultaneamente, forçando o museu a encarar o chão batido da vila. Além de oficinas de arte, o programa inclui imersões e até exposições com obras criadas pelo público atendido pelo projeto.
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