A violência de gênero segue como uma realidade brutal no Brasil, com números que ajudam a dimensionar a urgência do debate. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o País registrou 947 novos casos de feminicídio em janeiro de 2026. O número é 3,49% superior ao registrado em janeiro do ano passado. A maioria das mulheres vítimas é negra. Mais do que números, esses dados revelam uma estrutura de violência atravessada pela desigualdade de gênero. Foi nesse cenário que a artista carioca Panmela Castro elaborou a exposição A crônica da não-solidão, em cartaz na Fundação Iberê Camargo (av. Padre Cacique, 2000) até o dia 6 de setembro. A mostra reúne mais de 50 obras e propõe uma travessia sensível entre isolamento e pertencimento, tendo como eixo central a experiência da solidão, tópico especialmente vivenciado por mulheres negras, e suas possíveis rupturas. A visitação fica aberta de quinta a domingo, das 14h às 18h. Às quintas-feiras, a entrada é gratuita.
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