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Publicada em 30 de Novembro de 2025 às 14:40

Exposição resgata a memória do célebre ‘sequestro dos uruguaios’ no Centro Cultural da Ufrgs

exposição Ainda Que Não Recorde, da uruguaia Francesca Casariego, que revisita memória do

exposição Ainda Que Não Recorde, da uruguaia Francesca Casariego, que revisita memória do "sequestro dos uruguaios" durante a Operação Condor

EVANDRO OLIVEIRA/JC
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Amanda Flora
Amanda Flora
Há memórias que não pertencem somente a quem as viveu, são parte de um coletivo. Elas atravessam décadas, cidades, fronteiras e sobrevivem, latentes. O caso do Sequestro dos Uruguaios é uma dessas memórias coletivas. Ocorrido em Porto Alegre em 1978, quando agentes da ditadura militar brasileira e das forças repressivas do Uruguai se uniram para capturar o casal Lilian Celiberti e Universindo Díaz, além de seus dois filhos, Camilo, que na época tinha sete anos, e Francesca, de apenas três. O episódio, inicialmente tratado como um “crime comum”, logo revelou uma engrenagem maior: foi a primeira prova concreta da existência da Operação Condor, a articulação entre as ditaduras do Cone Sul para perseguir, sequestrar e eliminar opositores aos regimes além das fronteiras brasileiras.

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