Há memórias que não pertencem somente a quem as viveu, são parte de um coletivo. Elas atravessam décadas, cidades, fronteiras e sobrevivem, latentes. O caso do Sequestro dos Uruguaios é uma dessas memórias coletivas. Ocorrido em Porto Alegre em 1978, quando agentes da ditadura militar brasileira e das forças repressivas do Uruguai se uniram para capturar o casal Lilian Celiberti e Universindo Díaz, além de seus dois filhos, Camilo, que na época tinha sete anos, e Francesca, de apenas três. O episódio, inicialmente tratado como um “crime comum”, logo revelou uma engrenagem maior: foi a primeira prova concreta da existência da Operação Condor, a articulação entre as ditaduras do Cone Sul para perseguir, sequestrar e eliminar opositores aos regimes além das fronteiras brasileiras.
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