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Publicada em 14 de Outubro de 2025 às 17:11

Banda gaúcha que construiu carreira na Itália, Selton faz show no Teatro do Bourbon Country

Banda gaúcha que construiu carreira na Itália, Selton faz show no Teatro do Bourbon Country, nesta quinta-feira (16)

Banda gaúcha que construiu carreira na Itália, Selton faz show no Teatro do Bourbon Country, nesta quinta-feira (16)

Simone Biavati/Divulgação/JC
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Adriana Lampert
Adriana Lampert Repórter
A banda Selton, formada pelos gaúchos Ramiro Levy (voz e guitarra), Daniel Plentz (voz, bateria e guitarra) e Eduardo Stein (voz e baixo), desembarca no Brasil com a turnê nacional Gringo in tour – volver a casa. A apresentação na Capital ocorre às 20h30min desta quinta-feira (16), no Teatro do Bourbon Country (av. Túlio de Rose, 80), e integra a programação oficial da XXV Semana da Língua Italiana no Mundo, que este ano tem como tema Italofonia: língua além das fronteiras, celebrando a difusão da língua e da cultura italiana. Os ingressos custam a partir de R$ 45,00 e estão à venda pela plataforma Uhuu.
A banda Selton, formada pelos gaúchos Ramiro Levy (voz e guitarra), Daniel Plentz (voz, bateria e guitarra) e Eduardo Stein (voz e baixo), desembarca no Brasil com a turnê nacional Gringo in tour – volver a casa. A apresentação na Capital ocorre às 20h30min desta quinta-feira (16), no Teatro do Bourbon Country (av. Túlio de Rose, 80), e integra a programação oficial da XXV Semana da Língua Italiana no Mundo, que este ano tem como tema Italofonia: língua além das fronteiras, celebrando a difusão da língua e da cultura italiana. Os ingressos custam a partir de R$ 45,00 e estão à venda pela plataforma Uhuu.
A trajetória da Selton começou em 2005, quando os músicos, naturais de Porto Alegre, se encontraram por acaso em Barcelona. Inicialmente, o trio, ao lado do guitarrista e vocalista Ricardo Fischmann (que deixou o grupo em 2017), começou tocando um repertório basicamente formado por versões de clássicos dos Beatles nas ruas da Catalunha, onde permaneceram por dois anos. "Nunca tínhamos tocado juntos, mas resolvemos nos aventurar", conta Levy, emendando que na época eles estavam passando "apenas uma temporada" na Espanha, investindo em projetos pessoais. "Até que um dia, uma equipe de um programa da MTV italiana nos convidou para ir para a Itália, onde acabamos construindo a carreira da banda", recorda o vocalista.
Após um ano vivendo em ponte aérea entre Barcelona e Milão, em 2008 a Selton gravou seu primeiro projeto musical (o disco Banana à milanesa), com versões em português para uma série de músicas italianas dos anos 1960. O sucesso do álbum, cujo repertório é todo de canções do compositor Enzo Jannacci (1935-2013), rendeu diversas turnês em solo italiano, destaca Levy. "Nosso primeiro álbum autoral, Saudade (composto em italiano, português e inglês), foi lançado em 2013", contextualiza.

Em quase 20 anos, o trio acumula oito discos de estúdio, sendo cinco autorais. O projeto mais recente é um álbum duplo, considerado o quinto da discografia da Selton: Gringo Vol.1 foi lançado em maio do ano passado, e Gringo Vol.2 chegou às plataformas digitais nesta sexta-feira (10). "Esse é o disco da nossa maturidade", avalia o vocalista. "Vínhamos lançando músicas em italiano nos últimos anos; agora voltamos às origens, com as letras das canções também em português, inglês e espanhol."
Além da mistura de idiomas, o álbum Gringo apresenta estilos musicais diferentes, onde a sonoridade do Brasil (do funk carioca ao MPB raiz) se mistura com outros gêneros, a exemplo do folk italianoAlém de nove músicas originais, o disco conta com uma versão em italiano de Sangue latino, do Secos & Molhados, que tem a participação especial de Ney Matogrosso na faixa de abertura do volume 1; enquanto o volume 2 traz Ouro de tolo, de Raul Seixas, ambas em versões italianas. 
Concretizada no ano passado, a parceria com Ney Matogrosso ainda é vista como um sonho realizado pelos integrantes da banda gaúcha. "Foi difícil de acreditar", admite Levy, explicando que o feat ocorreu de forma inesperada, através de um elo comum. "Temos um amigo que tem um programa de rádio e que acabou mostrando nosso trabalho para o Ney. Estávamos com a produção do álbum em andamento, quando, 'aos 45 do segundo tempo', ele disse que gravaria conosco lá do Rio de Janeiro", revela o vocalista. Apesar da distância física, a gravação foi marcada por uma sintonia artística. "Fizemos chamada de vídeo e conversamos com ele. A parceria na música tem ele cantando em português e a gente em italiano. Para nós, foi um sonho."
Outra realização para o grupo, segundo o vocalista, foram os locais de registro de Gringo. O trio brasileiro gravou no mítico Studio 2 da Abbey Road, usando o mesmo piano em que Paul McCartney registrou Penny lane e Martha my dear. A sessão teve produção de Ricky Damian, italiano radicado em Londres, que aos 21 anos de idade ganhou um Grammy como engenheiro de som pelo registro de Uptown funk, hit de Mark Ronson e Bruno Mars.
Sobre a diversidade sonora do trabalho da Selton, Levy afirma que a banda gosta "de inventar e misturar coisas que a princípio não têm nada a ver uma com a outra." Ele descreve Gringo Vol.2 como rico em contrastes, com "músicas muito dançantes e outras baladas, bem introspectivas". No show desta quinta-feira, em Porto Alegre (que marca o retorno dos gaúchos às origens, após uma década sem se apresentar na Capital), o trio irá promover o novo volume de seu quinto disco, mas o repertório incluirá músicas antigas, como Voglia di infinito (2016), Pasolini (2019) e Piccola sbronza (2013). Após a passagem pela capital gaúcha, a Selton segue com a turnê no Brasil, com apresentações no Rio de Janeiro  e em São Paulo.


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