De 2020 para cá, com recursos do Governo do Estado, a Biblioteca passa por uma série de restauros que inclui a recuperação das paredes internas, do mobiliário original e da fachada — esta já concluída. Durante a gestão da década de 1970, entendeu-se que alguns murais, pintados na época da construção, deveriam ser cobertos com tinta neutra, sob o argumento de que muitos murais poderiam distrair o leitor. Para Fábio Lazzari, historiador e funcionário da instituição desde 1993, "a Biblioteca é um lugar onde circula o espírito do mundo; cada ambiente corresponde a um estágio da humanidade, da cultura e da história do mundo."
Com um trabalho minucioso e delicado, a restauradora e conservadora de bens culturais Anice Jaroczinski utiliza um bisturi para remover as quatro camadas de tinta que ocultam a obra do artista alemão Fernando Schlatter (1870-1949). Após a remoção, o mural passará por um processo de repigmentação, devolvendo-lhe sua aparência original.