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Publicada em 13 de Fevereiro de 2025 às 17:46

Cine Esquema Novo começa nesta sexta-feira derrubando barreiras entre o cinema e as artes visuais

Em sua 15ª edição, o festival 'Cine Esquema Novo' volta a ter programação presencial, exibindo 145 obras audiovisuais, a partir desta sexta-feira (14)

Em sua 15ª edição, o festival 'Cine Esquema Novo' volta a ter programação presencial, exibindo 145 obras audiovisuais, a partir desta sexta-feira (14)

Luiz Roque/Divulgação/JC
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Adriana Lampert
Adriana Lampert Repórter
Desenvolvido durante uma residência artística na Fundación Ama Amoedo, na costa uruguaia, o curta-metragem Clube amarelo (2024), videoarte assinado pelo gaúcho Luiz Roque, é a atração do evento de abertura da 15ª edição do Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira. A exibição do filme, (que estreia nacionalmente dentro do Festival) tem entrada franca e acontece às 19h desta sexta-feira (14), na Cinemateca Capitólio (rua Demétrio Ribeiro, 1085). 
Desenvolvido durante uma residência artística na Fundación Ama Amoedo, na costa uruguaia, o curta-metragem Clube amarelo (2024), videoarte assinado pelo gaúcho Luiz Roque, é a atração do evento de abertura da 15ª edição do Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira. A exibição do filme, (que estreia nacionalmente dentro do Festival) tem entrada franca e acontece às 19h desta sexta-feira (14), na Cinemateca Capitólio (rua Demétrio Ribeiro, 1085). 
Artista visual, natural de Cachoeira do Sul e radicado em São Paulo, Roque participa como convidado desta edição do evento em Porto Alegre. Ele ainda será homenageado dentro do 15º Cine Esquema Novo (CEN) com a exibição de sete de suas obras audiovisuais, dentro da Mostra Artista Convidado – Luiz Roque, que acontece em quatro espaços distintos: Cinemateca Capitólio, Cinemateca Paulo Amorim, Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MacRS) e Sala Radamés Gnattali da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ).
"Luiz Roque faz parte da história do CEN desde sua primeira edição: foi ele quem criou o Troféu (do Festival), que é entregue até hoje aos vencedores da Mostra Competitiva. Além disso, é um artista com carreira internacional, tendo exposto individualmente em Berlim (Alemanha), Buenos Aires (Argentina), Austin (EUA) e Nova Iorque (EUA)", destaca a diretora geral, coordenadora de produção e uma das curadoras do CEN, Jaqueline Beltrame. Ela emenda que, ao longo de sua trajetória artística, o homenageado deste ano participou também de diversas mostras coletivas, como as que ocorreram na 12ª Bienal de Gotemburgo (2023), na 59ª Bienal de Veneza (2022) e a 32ª Bienal de São Paulo (2016).
Se estendendo até o dia 23 (domingo), a 15ª edição do evento que une cinema e arte visual brasileira é realizada com recursos da Lei Paulo Gustavo (nº 195/2022). Este ano, o Festival volta a ter programação presencial (depois de uma versão online durante a pandemia de Covid-19, em 2021 e da realização da Mostra Cine Esquema Novo em acervo, em 2022), e irá exibir 145 obras
Além das que compõem a mostra individual do artista convidado, o CEN contará com outras cinco: Mostra Outros Esquemas (com filmes que, nesta edição, contemplam o fazer artístico, os processos criativos e as trajetórias de artistas brasileiros), Mostra Audiovisual em Curso (com curadoria de alunos de cursos de Animação, Artes Visuais, História da Arte e Produção Audiovisual, de seis universidades do Estado), Mostra Acessível (onde seis filmes serão exibidos com recursos de LIBRAS), Mostra de Acervo (com obras dos acervos da Fundação Vera Chaves Barcellos, do MacRS, do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli/Margs e do próprio Festival) e a Mostra Competitiva Brasil. O evento também irá promover a terceira edição do Seminário Pensar a Imagem (com curadores do Festival) e a quarta edição da oficina Câmera Causa - Realização Audiovisual para grupos em vulnerabilidade social (ministrada pelo cineasta gaúcho Gustavo Spolidoro) e uma série de debates. Toda a programação é gratuita e pode ser encontrada no site oficial do Festival.
No caso da Mostra Competitiva Brasil, serão exibidos 49 trabalhos em audiovisual, realizados a partir de 2022. Cinco obras da programação desta mostra são premières mundiais: Afluente (Frederico Benevides), Buraco negro (Rafael Spínola), Ensaios para o fim (André Severo), O lugar por onde a água corre (Camila Leichter; coautoria de Mauro Espíndola) e Joia muscular, (Jonathas de Andrade). Após a exibição das produções que integram a Mostra Competitiva, ainda haverá debates entre os curadores e o público, com a presença de integrantes da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (ACCIRS).
"Luiz Roque também deverá participar de alguns debates", observa Jaqueline. Ela explica, ainda, o critério da curadoria para a Mostra Competitiva: "Buscamos propostas que experimentem o audiovisual de uma maneira diferente. Não é um festival de cinema experimental, mas sim de características peculiares nas produções e na relação da experiência que o expectador vai ter com a obra”, ressalta. Neste sentido, o que o público irá encontrar na Mostra Competitiva são trabalhos de audiovisual contemporâneo, resume a diretora do Festival. "Dentre as temáticas abordadas pelos (filmes, produções em videoarte e videoinstalações) concorrentes nesta edição, as mais recorrentes giram em torno de questões ambientais, políticas, sociais, indígenas, de território, empoderamento queer, protagonismo trans, e da experiência do audiovisual em si."
Além das cinematecas Capitólio e Paulo Amorin e dos locais de exibição do MACRS e da CCMA, o 15º CEN ainda levará obras audiovisuais para outros espaços culturais, a exemplo do Goethe-Institut Porto Alegre e da Casa Baka. Após a maratona de fevereiro, o Cine Esquema Novo deve apontar novamente em novembro, com sua 16ª edição (dependendo de aprovação em edital de incentivo à cultura). 

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