Porto Alegre, dom, 06/04/25

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Publicada em 27 de Janeiro de 2025 às 18:24

Emílio Orciollo Netto interpreta cartas escritas por Martha Medeiros no Porto Verão Alegre

'Também Queria te Dizer' está no Teatro Unisinos nos dias 28 e 29 de janeiro

'Também Queria te Dizer' está no Teatro Unisinos nos dias 28 e 29 de janeiro

ANDERSON MENDES/DIVULGAÇÃO/JC
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Adriana Lampert
Adriana Lampert Repórter
No rol dos espetáculos de fora do Estado que integram a grade de programação da 26ª edição do Porto Verão Alegre, a montagem Também queria te dizer, dirigida por Victor Garcia Peralta, tem sessões nesta terça (28) e quarta-feira (29), às 20h30min, no Teatro Unisinos (av. Dr. Nilo Peçanha, 1.600). Monólogo interpretado pelo ator paulista Emílio Orciollo Netto, a peça é uma adaptação de cartas masculinas escritas pela autora gaúcha Martha Medeiros (em seu livro Tudo que eu queria te dizer, publicado em 2007). Os ingressos custam entre R$ 21,00 e R$ 80,00 e estão à venda pelo site do Festival. 
No rol dos espetáculos de fora do Estado que integram a grade de programação da 26ª edição do Porto Verão Alegre, a montagem Também queria te dizer, dirigida por Victor Garcia Peralta, tem sessões nesta terça (28) e quarta-feira (29), às 20h30min, no Teatro Unisinos (av. Dr. Nilo Peçanha, 1.600). Monólogo interpretado pelo ator paulista Emílio Orciollo Netto, a peça é uma adaptação de cartas masculinas escritas pela autora gaúcha Martha Medeiros (em seu livro Tudo que eu queria te dizer, publicado em 2007). Os ingressos custam entre R$ 21,00 e R$ 80,00 e estão à venda pelo site do Festival. 
Apresentando seis cartas masculinas (cinco delas retiradas do best-seller de Martha e uma escrita especialmente para Emílio usar no espetáculo), a peça explora temas como culpa, traição, preferências sexuais e tragédias pessoais, a partir de desabafos de homens entre 18 e 70 anos de idade. Segundo Orciollo Netto, o que é dito em cena "não necessariamente" representa o que ele ou a própria autora pensam sobre cada assunto. "São cartas ficcionais, de homens que estão vivendo situações extremas, e que, sem conseguir se expressar pela fala, escrevem abertamente sobre suas mágoas, medos, revoltas, alegrias e tristezas", observa. 
"Esse espetáculo é uma oportunidade do público acessar um lado mais 'sombrio', dramático, intenso e surpreendente da Martha, no que se refere ao sentido da vida e das emoções mais intrínsecas do ser humano", reflete o ator. Na pele de cinco personagens, ele "mergulha no abismo" desses homens "devastados pela dor", com a intenção de ressignificar o olhar sobre cada tema. Dentre as histórias que surgem, um homem que está trabalhando em uma empresa, com a qual não compactua com as ideias, entra em esgotamento e resolve desabafar em meio ao pedido de demissão. Em outra, o "autor" da carta conta sobre uma carona que deu para um amigo, que acaba morrendo, após ambos sofrerem um acidente no percurso.
Em uma terceira história, um indivíduo recebe a notícia de que a namorada fez um aborto e decide escrever como ele se sente em relação a isso. Em meio às situações que surgem, um artista plástico recebe uma crítica desagradável sobre seu trabalho e decide rebater com um artigo publicado em um jornal. "Também tem a história de um cara internado, que ficou louco e foi para o manicômio depois de descobrir que estava sendo traído pela mulher com o irmão", adianta o intérprete. "A sexta carta é bem interessante e fala sobre a vida. Esta é uma surpresa", pontua.
Utilizando apenas uma cadeira cênica, uma caixa de som e um celular (de onde executa a trilha sonora), o ator conta e vivencia as histórias em primeira pessoa (assim como está escrito no livro). "Esta é uma versão mais artesanal e intimista da montagem que estreei no Rio de Janeiro em 2012 e com a qual fiz turnê na época", destaca Orciollo Netto. O artista explica que, após pausar as apresentações por alguns anos, após a pandemia de Covid-19, decidiu retomar o projeto neste novo formato, focado na facilidade de executar a encenação em qualquer espaço (independente da estrutura disponível). "Viajei muito o Brasil (passando inclusive por Porto Alegre) no formato original, que tinha cenário e que era algo mais grandioso no sentido de tamanho de produção. Considero que a escolha foi acertada: a neutralidade visual enfatiza as emoções profundas e as histórias contadas, criando uma experiência teatral íntima. É um luxo na simplicidade; menos é mais, pois o texto visceral da Martha já fala muita coisa."
Orciollo Netto ainda destaca o desafio de levar à cena um texto "delicado", onde as emoções estão "à flor da pele". "É muito importante e significativo fazer essa peça que fala de temas absolutamente reais, trágicos, e, às vezes, até cômicos. Estou ali de corpo e alma, e a plateia joga comigo o tempo todo", afirma. "No final, eu ainda proponho um bate-papo com o público para falar do processo de criação. Essa troca é muito legal e muito importante", avalia. 

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