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Publicada em 23 de Novembro de 2024 às 13:45

Iara Deodoro é homenageada com biblioteca digital de seus movimentos na dança afro

Falecida em setembro deste ano, aos 68 anos, Mestre Iara é uma das maiores referências de dança afro do sul do Brasil

Falecida em setembro deste ano, aos 68 anos, Mestre Iara é uma das maiores referências de dança afro do sul do Brasil

Bruno Gomes/Divulgação/JC
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A trajetória da bailarina e coreógrafa Iara Deodoro, uma das maiores referências de dança afro do sul do Brasil, será celebrada em projeto inédito na América Latina, coordenado pela bailarina e professora do Curso de Dança e do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Ufrgs Mônica Dantas. Falecida em setembro, aos 68 anos, a fundadora do Instituto Sociocultural Afro-Sul Odomodê será homenageada com uma biblioteca digital de seus movimentos na técnica de dança afro-gaúcha. Ao todo, são dez registros em quatro formatos diferentes: descrição dos movimentos, imagens gravadas em vídeo, registro dos movimentos por meio de sistema cinemático de captura de movimento (Mocap), e por meio da modelização 3D, gerando avatares dançantes.
A trajetória da bailarina e coreógrafa Iara Deodoro, uma das maiores referências de dança afro do sul do Brasil, será celebrada em projeto inédito na América Latina, coordenado pela bailarina e professora do Curso de Dança e do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Ufrgs Mônica Dantas. Falecida em setembro, aos 68 anos, a fundadora do Instituto Sociocultural Afro-Sul Odomodê será homenageada com uma biblioteca digital de seus movimentos na técnica de dança afro-gaúcha. Ao todo, são dez registros em quatro formatos diferentes: descrição dos movimentos, imagens gravadas em vídeo, registro dos movimentos por meio de sistema cinemático de captura de movimento (Mocap), e por meio da modelização 3D, gerando avatares dançantes.
A iniciativa é uma parceria entre o Projeto Carne Digital (Ufrgs) e o Grupo Afro-Sul de Música e Dança, que tem por objetivo o registro, a documentação, a reflexão crítica e a difusão de práticas de dança em ambientes diversos, buscando criar condições para que artistas sejam agentes da produção do conhecimento que se faz nas universidades. A live de lançamento da Biblioteca Digital de Movimentos Iara Deodoro ocorre nesta segunda-feira (25) pelo Instagram oficial do Afro-Sul Odomodê. No dia 3 de dezembro, a partir das 19h30min, ainda haverá uma apresentação presencial dos movimentos, com todo o elenco da Biblioteca Digitaldo, na sede do Afro-Sul (av. Ipiranga, 3850), marcando as comemorações dos 50 anos do Grupo. A entrada é gratuita.
Nos últimos quatro anos, o Carne Digital desenvolveu também o Arquivo Eva Schul, reconhecido com o Prêmio Açorianos de Dança na categoria Memória. Segundo Mônica Dantas, a Biblioteca Digital de Movimentos Iara Deodoro é um modo de honrar e celebrar a vida e o legado de Mestra Iara. A artista também era bacharel em Assistência Social e pós-graduada em Educação Popular, tendo sido pioneira em produzir um aporte estético-corporal de cunho político, antirracista e decolonial no campo das artes cênicas, especificamente na dança.
A representação da pessoa negra em seu trabalho nunca esteve ligada à ideia de submissão, mas à de enfrentamento. A corporeidade que emerge em sua dança está conectada às influências rítmicas dos tambores presentes na musicalidade negra gaúcha, entendida como corporeidade negra afro-brasileira das zonas de fronteira com países de colonização hispânica.




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