A riqueza da cultura e da arte popular e periférica estão presentes na programação do 3° Festival Porongos - Concertos Descentralizados, que se realiza no feriado nacional desta quarta-feira (20), das 10h às 19h30min, no Centro de Educação Ambiental (CEA - Avenida Joaquim Porto Vila Nova, Vila Pinto, 143), no Bairro Bom Jesus, em Porto Alegre. O objetivo é levar arte e cultura para a periferia, reconhecendo esse espaço como centro de criatividade, lugar de potência, onde a arte não só reflete a realidade, mas também contribui para sua transformação, tendo o direito à cidade como ferramenta de modo possibilitar maior acesso à cultura.
Um dos destaques dessa programação é a presença do rapper e compositor baiano Ravi Lobo, conhecido por suas letras que abordam a vida nas periferias, questões sociais e a luta por justiça. Outra presença confirmada é da cantora e compositora Pâmela Amaro, considerada uma das revelações do samba na atualidade, que fará uma roda acompanhada da banda Herdeiras do Samba. Também participam do evento os grupos Espiralar Encruza, Kiai e Produto Nacional, além da poesia do Slam da Bonja, a artista multimídia Turmalina, o samba de roda de Mestre Renato Bê-a-Bá e a Escola de Samba Copacabana, que encerra a programação.
O Festival Porongos surgiu em 2018, como uma provocação acerca das comemorações da Guerra Civil Farroupilha, de modo a colocar luz sobre a História de Lanceiros Negros. Coincidentemente, no mesmo ano do episódio da senzala, no qual um piquete do acampamento Farroupilha de Porto Alegre construiu esse espaço de visitação, gerando grande controvérsia.
O nome do Festival faz referência ao Massacre de Porongos, um dos mais trágicos episódios da Revolução Farroupilha, ocorrido em 20 de setembro de 1844. Após a batalha, um grupo de Lanceiros Negros, que havia lutado ao lado das forças farroupilhas, foi traído e atacado pelas tropas imperiais, resultando na morte de inúmeros deles. A escolha da data, próxima ao 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, é, por extensão, uma homenagem a Oliveira Silveira (1941-2009). O poeta gaúcho está diretamente relacionado à criação do Dia da Consciência Negra, que foi oficializado em 2003.
Um dos destaques dessa programação é a presença do rapper e compositor baiano Ravi Lobo, conhecido por suas letras que abordam a vida nas periferias, questões sociais e a luta por justiça. Outra presença confirmada é da cantora e compositora Pâmela Amaro, considerada uma das revelações do samba na atualidade, que fará uma roda acompanhada da banda Herdeiras do Samba. Também participam do evento os grupos Espiralar Encruza, Kiai e Produto Nacional, além da poesia do Slam da Bonja, a artista multimídia Turmalina, o samba de roda de Mestre Renato Bê-a-Bá e a Escola de Samba Copacabana, que encerra a programação.
O Festival Porongos surgiu em 2018, como uma provocação acerca das comemorações da Guerra Civil Farroupilha, de modo a colocar luz sobre a História de Lanceiros Negros. Coincidentemente, no mesmo ano do episódio da senzala, no qual um piquete do acampamento Farroupilha de Porto Alegre construiu esse espaço de visitação, gerando grande controvérsia.
O nome do Festival faz referência ao Massacre de Porongos, um dos mais trágicos episódios da Revolução Farroupilha, ocorrido em 20 de setembro de 1844. Após a batalha, um grupo de Lanceiros Negros, que havia lutado ao lado das forças farroupilhas, foi traído e atacado pelas tropas imperiais, resultando na morte de inúmeros deles. A escolha da data, próxima ao 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, é, por extensão, uma homenagem a Oliveira Silveira (1941-2009). O poeta gaúcho está diretamente relacionado à criação do Dia da Consciência Negra, que foi oficializado em 2003.