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Publicada em 21 de Maio de 2024 às 18:39

Direção da Biblioteca Rio-Grandense aposta em medidas preventivas para proteger acervo contra as cheias

Biblioteca Rio-grandense

Biblioteca Rio-grandense

/DIVULGAÇÃO/JC
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Adriana Lampert
Adriana Lampert Repórter
Contando com uma coleção de mais de 460 mil livros guardados em um prédio que ocupa um quarteirão inteiro no Centro Histórico de Rio Grande, a mais antiga biblioteca do Estado (fundada em 1846) conseguiu escapar ilesa das cheias do início de maio. De natureza privada (mantida por 300 sócios), a Biblioteca Rio-Grandense chegou a ficar cercada pelo alagamento que tomou conta daquela região da cidade, após as fortes chuvas que abalaram a maioria dos municípios gaúchos. "Por sorte, havíamos tomado medidas preventivas para proteger as publicações - incluindo milhares de obras raras - de uma possível inundação", destaca o diretor do acervo da Instituição, Ronaldo Gerundo. 
Contando com uma coleção de mais de 460 mil livros guardados em um prédio que ocupa um quarteirão inteiro no Centro Histórico de Rio Grande, a mais antiga biblioteca do Estado (fundada em 1846) conseguiu escapar ilesa das cheias do início de maio. De natureza privada (mantida por 300 sócios), a Biblioteca Rio-Grandense chegou a ficar cercada pelo alagamento que tomou conta daquela região da cidade, após as fortes chuvas que abalaram a maioria dos municípios gaúchos. "Por sorte, havíamos tomado medidas preventivas para proteger as publicações - incluindo milhares de obras raras - de uma possível inundação", destaca o diretor do acervo da Instituição, Ronaldo Gerundo
Segundo o gestor, entre as soluções encontradas pela administração da Biblioteca, a partir do anúncio do avanço das águas da Lagoa dos Patos já na primeira semana de maio, a principal delas foi adquirir uma bomba de escoamento à gasolina. "Já tínhamos uma casa de bombas elétrica e outra à gasolina, mas achamos por bem comprar uma terceira - o que ajudou quando faltou energia no prédio", afirma Gerundo, destacando que o andar térreo chegou a alagar. "No entanto, a água não entrou pela porta, mas, sim, pelo fosso do elevador, que fica bem no meio do prédio", explica. "Com o bombeamento, logo (a água) foi escoada, evitando quaisquer danos."
Apesar da inundação - que "não passou de uma lâmina de um palmo d'água", uma vez que foi contida rapidamente -, também nenhum livro foi molhado, garante o gestor. "De qualquer forma, será necessário remanejarmos alguns desumidificadores que ficam em outros níveis do prédio para serem utilizados no térreo, onde a água entrou e, assim, diminuir o efeito da umidade", pondera.
De acordo com Gerundo, ainda que as previsões apontem para a possibilidade de elevação do nível da Lagoa nos próximos dias, a estimativa é de que a Biblioteca siga bem protegida. "O prédio está seguro, pois há 15 dias atrás nós colocamos barreira nas portas, com expansivos. Inclusive, nas chuvas do início do mês a água chegou bem perto, mas não adentrou. Ainda estamos estudando outras providências para o futuro, pois tudo indica que esses fenômenos naturais devem se tornar mais frequentes", emenda.
O diretor do acervo destaca, ainda, que, enquanto houver previsão de chuvas fortes, as barreiras seguirão nas portas, além do prédio seguir fechado para visitação e ser mantido um rodízio entre os funcionários para acionar as bombas de escoamento, se necessário. "Também iremos manter afastados a 50cm do chão os livros e jornais da hemeroteca (com coleções históricas, incluindo todas as publicações do Jornal do Comércio desde sua fundação), que já foram erguidos há duas semanas", pontua. Conforme Gerundo, no térreo da edificação, que conta com outros dois anexos (um deles com cinco andares), se somam 17 colunas de prateleiras, que se estendem até o teto. "Tudo que foi erguido permanecerá deste jeito, até segunda ordem", reforça.

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