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Publicada em 23 de Abril de 2024 às 15:11

No Dia Mundial do Livro, jornalistas do JC indicam suas obras preferidas

Data foi escolhida pela Unesco para homenagear trinca de escritores que faleceram em um 23 de abril

Data foi escolhida pela Unesco para homenagear trinca de escritores que faleceram em um 23 de abril

Freepick/Divulgação/JC
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Juliano Tatsch
Juliano Tatsch Editor-assistente
Acompanhar uma investigação policial, viajar para outros mundos, se emocionar com um drama familiar, morrer de medo com uma história de terror, se identificar com versos de um poema, devorar contos em sequência, aprender com um ensaio. Cada pessoa tem uma relação própria com os livros. Uns são aficionados, outros leem em momentos de lazer, outros mais apenas para passar o tempo. Uns leem em todos os lugares, outros na viagem de ônibus, tem aqueles que leem na cama antes de dormir e há quem leve a biblioteca inteira para onde for em seu leitor digital.
Acompanhar uma investigação policial, viajar para outros mundos, se emocionar com um drama familiar, morrer de medo com uma história de terror, se identificar com versos de um poema, devorar contos em sequência, aprender com um ensaio. Cada pessoa tem uma relação própria com os livros. Uns são aficionados, outros leem em momentos de lazer, outros mais apenas para passar o tempo. Uns leem em todos os lugares, outros na viagem de ônibus, tem aqueles que leem na cama antes de dormir e há quem leve a biblioteca inteira para onde for em seu leitor digital.
Neste 23 de abril é celebrado o Dia Mundial do Livro. A data foi escolhida pela Unesco em 1995, pois, neste dia, no ano de 1616, morreram os escritores Miguel de Cervantes, William Shakespeare e Inca Garcilaso de la Vega
Para marcar a data, o Jornal do Comércio perguntou para seus jornalistas qual o livro favorito e por que. Confira abaixo as indicações:
Ana Stobbe (Repórter) - Diorama, de Carol Bensimon
Reprodução/JC
É um livro escrito por uma escritora porto-alegrense e baseado na história de um crime real que vitimou um deputado estadual, conhecido como "caso Daudt". Para além de um romance policial, a obra traz diversos dilemas internos da protagonista e narradora, que perpassam temas como o preconceito, a reflexão sobre o tempo e a necessidade de se deparar frente a frente com o passado.
Paula Sória Quedi (Editora de Opinião) - Série Millennium, de Stieg Larsson
Reprodução/JC
Uma série policial repleta de reviravoltas, intrigas e corrupção, que tem uma protagonista determinada e forte, Lisbeth Salander.
Giovanna Sommariva (Editora-assistente) - E não sobrou nenhum, de Agatha Christie
Reprodução/JC
Aficionada por mistérios e histórias de suspense desde pequena, um dos meus livros preferidos é ‘E não sobrou nenhum’, da clássica Agatha Christie. Suponho já ter lido a maioria das obras de Ágatha, que é capaz de prender o leitor do início ao fim com suas elaboradas histórias e cenários. Para quem gosta de disputar com o autor o quão rápido consegue desvendar um mistério, esse livro é uma ótima opção.
Mauro Belo Schneider (Editor executivo) – Pollyanna, de Eleanor Porter
Arquivo pessoal/Mauro Belo Schneider/JC
Sempre ouvia as pessoas usarem a expressão “Pollyanna” para quem demonstra felicidade na maior parte do tempo. Por querer entender o motivo, li o livro clássico de mesmo nome, de Eleanor Porter, e adorei a história. É uma lição de simplicidade, de olhar atento ao presente e de superação. E, claro, ensina que tudo tem um lado bom na vida. A história se tornou uma das minhas preferidas.
Jefferson Klein (Repórter) - Moby Dick, de Herman Melville
Reprodução/JC
Pelas várias personagens que compõem a trama e por mostrar até onde a obsessão pode levar um ser humano.
Cristine Pires (Editora-assistente) - O Chefão, de Mario Puzo
Reprodução/JC
O livro revela a realidade da máfia italiana e todos os crimes cometidos por ela. A narrativa foi a base para o roteiro do filme O Poderoso Chefão (1972) e até hoje serve de inspiração para diversos filmes e séries mesmo mais de 50 anos depois de sua publicação.
Igor Natusch (Editor de Cultura) - O Pirotécnico Zacarias - Murilo Rubião
Reprodução/JC
Para mim, o maior contista brasileiro de todos os tempos. Rubião era adepto do realismo fantástico, e criou histórias que, brincando com os limites do absurdo (e da tolerância a ele), exploram os próprios definidores da experiência humana
Juliano Tatsch (Editor-assistente) - O apanhador no campo de centeio, de J.D. Salinger
Reprodução/JC
Foi o livro que moldou o modo como eu escrevo literatura. Com Salinger, vi que é possível ser direto, simples e cru mantendo a elegância no texto e a clareza nas ideias. Sem contar o fato de eu ter lido a obra na passagem da adolescência para a vida adulta e, assim, ter me identificado com os dilemas vividos pelo protagonista Holden Caulfield.
Bruna Suptitz (Colunista) - Quarto de despejo - Carolina Maria de Jesus
Divulgação/JC
Reprodução do diário de uma catadora de lixo da favela do Canindé, na São Paulo dos anos 1960. O livro convida o/a leitor/a a observar a sociedade a partir de uma perspectiva de luta diária pela sobrevivência.
Deivison Ávila (Editor de Geral) - Rota 66, de Caco Barcellos
Reprodução/JC
O jornalista gaúcho relata o trabalho da Polícia Militar de São Paulo que por duas décadas agiu de forma desmedida matando milhares de pessoas, muitas delas inocentes. Caco pesquisou e apurou os principais nomes responsáveis pelas mortes durante cinco anos.
Matheus Trevizan (Repórter) - Ilusões Perdidas, de Honoré de Balzac
Reprodução/JC
Um romance que discute as questões da sociedade da época, mas que continua dialogando com os tempos atuais, a visão de mundo sonhadora do Lucien de Rubempré e a presença da poesia, do jornalismo e do teatro na trama que pegam pelo coração.
Ivan Matos (Colunista) - Cem anos de solidão, de Gabriel García Marquez
Reprodução/JC
Uma das histórias mais fantásticas que eu já li. Um clássico sobre a família Buendía que define o espírito do povo latino-americano com sua cultura, superstições e estranhezas centrado na cidadezinha de Macondo. Melhor impossível.
Caren Mello (Repórter) - Dom Casmurro, de Machado de Assis
Reprodução/JC
Lido no início da adolescência, me abriu os olhos para o universo de Machado de Assis. Até hoje questiono nas rodas de conversa: afinal, Capitu traiu ou não Bentinho?
Paula Coutinho (Editora de Política) - O que o sol faz com as flores, de Rupi Kaur
Reprodução/JC
Coletânea de poemas que fazem refletir sobre como se estruturam as relações humanas, familiares e amorosas, numa perspectiva de autoconhecimento a partir da ancestralidade em diálogo com o mundo contemporâneo.
Cláudio Medaglia (Repórter) - A Idade da Razão, de Jean-Paul Sartre
 
Reprodução/JC
Faz uma abordagem sobre conceitos existenciais, éticos e morais na formação do indivíduo. Nos faz pensar sobre o significado e o sentido da vida e como lidamos com as nossas escolhas. Li três vezes. A primeira, aos 16 anos. E tá na hora de ler de novo.

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