Após um hiato de dez anos, Paulo Pasta, um dos artistas mais respeitados e bem-sucedidos do país, retorna à Fundação Iberê (avenida Padre Cacique, 2.000) para celebrar 40 anos de trajetória. A exposição Paulo Pasta – Para que serve uma pintura conta com 40 trabalhos de formas distintas. Em diálogo com sua exposição, Pasta fez a curadoria de obras de seu professor e amigo Iberê Camargo para Eclipses.
São 19 obras, algumas de grandes dimensões, em que percebe cores crepusculares na produção do pintor. As duas aberturas ocorrem neste sábado (2), às 14h. Às 15h30min, o artista e Lorenzo Mammì, um dos nomes mais importantes da crítica cultural brasileira, conversam sobre a sua produção.
Pasta cria a sensação de que áreas do quadro parecem pulsar para fora da tela, como se quisessem se espalhar pelo mundo. Seu processo de construção, em algumas obras, inclui também a utilização da cera, que tira o brilho do óleo, dando lentidão para a cor. O trabalho de acrescentar e testar misturas dá origem aos tons impuros e únicos que caracterizam sua pintura.