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Artes Visuais

- Publicada em 20 de Julho de 2023 às 21:29

14º Bienal do Mercosul irá celebrar a vida de forma popular e democrática

Curador-chefe da mostra, o carioca Raphael Fonseca (na foto, ao lado da presidente da Fundação Bienal, Carmen Ferrão) promete levar o evento para além do Centro da cidade

Curador-chefe da mostra, o carioca Raphael Fonseca (na foto, ao lado da presidente da Fundação Bienal, Carmen Ferrão) promete levar o evento para além do Centro da cidade


THIELE ELISSA/FUNDAÇÃO BIENAL DO MERCOSUL/DIVULGAÇÃO/JC
Responsável pela concepção das obras, montagem e supervisão das exposições de arte moderna e contemporânea do Denver Art Museum desde 2021, o carioca Raphael Fonseca será o curador-chefe da 14ª edição da Bienal do Mercosul, que ocorre em 2024. O anúncio foi feito na tarde desta quarta-feira pela presidente da Fundação Bienal do Mercosul, Carmen Ferrão.
Responsável pela concepção das obras, montagem e supervisão das exposições de arte moderna e contemporânea do Denver Art Museum desde 2021, o carioca Raphael Fonseca será o curador-chefe da 14ª edição da Bienal do Mercosul, que ocorre em 2024. O anúncio foi feito na tarde desta quarta-feira pela presidente da Fundação Bienal do Mercosul, Carmen Ferrão.
Pesquisador e Doutor em Crítica e História da Arte pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Fonseca também assina a organização da Bienal Sesc Videobrasil em São Paulo, juntamente com outros nomes. Na Bienal do Mercosul, ele irá coordenar uma equipe de sete curadores nacionais e internacionais, que irão selecionar as obras que devem compor a exposição de artes visuais focada na produção da América Latina, sob um tema que “aborde a vida”.
“A ideia é celebrar o momento pós-pandêmico, com o retorno da saúde, do sorriso no rosto”, explica Carmen. Ela adianta que o evento que acontecerá de 12 de setembro a 17 de novembro do ano que vem deverá ter “forte apelo popular’, buscando aproximar as pessoas (principalmente aquelas que não têm acesso fácil) das artes visuais.
Com a proposta, deverá ser criado um panorama artístico que seja “uma celebração à vida e que irradie arte e cultura do Centro para toda a cidade”, com novos percursos da exposição, completa Fonseca. “Temos o desafio e a imensa responsabilidade de pensar recortes conceituais, locais de exposição, artistas, programações e publicações que apresentem algo novo e diferente das outras bienais. O primeiro passo nós já demos, ao eleger uma equipe diversa, cuja origem se dá na classe trabalhadora”, afirma o curador-chefe da mostra do ano que vem.
Fonseca se refere aos profissionais que estarão trabalhando ao lado dele na curadoria da 14ª Bienal do Mercosul nos próximos 12 meses: a pesquisadora caribenha Yina Jiménez Suriel, o artista visual baiano Tiago Sant'Ana, a artista visual carioca Andréa Hygino, a produtora e pesquisadora uruguaia Fernanda Medeiros, a escritora gaúcha Michele Ziegt, a produtora cultural fluminense Anna Mattos e a produtora e arte-educadora gaúcha Marina Feldens.
Presidente da edição passada da mostra, Carmen afirmou que pretende estender o sucesso de seu trabalho no evento de 2022, quando mais de 600 mil pessoas foram conferir as obras e instalações da Bienal expostas pela Capital. “Nossa meta, agora, é que este número salte para 800 mil”, destacou. “A arte reverbera para a saúde emocional e mental, e pode transformar o mundo. Por isso, queremos viabilizar o acesso de mais pessoas nesta edição, para que elas conheçam e se engajem na Bienal.”
Neste sentido, um dos focos da curadoria será levar parte da mostra também para outras partes da cidade. “A Bienal vai ter este perfil, sem romantizar, de chegar em lugares vistos como periferias, e em pessoas com origem semelhantes às dos integrantes desta curadoria. Não é para ser uma exposição feita para meus parceiros doutores, tem que ser, por si só, popular, pensada para massas”, afirmou Fonseca. “Nosso objetivo é contribuir para que, no futuro, este público possa estar também em lugares de curadoria, de autoria, de expressão como artista.”
Dentre os desafios do trabalho, o curador-chefe cita, ainda, o equilíbrio das escolhas nas várias faces da exposição, de forma que seja possível se encontrar obras que contenham intervenções digitais, mas também obras artesanais. “A ideia é fazer uma Bienal que tenha uma cara mais pop, com projetos coloridos, além dos sóbrios, e que não deixe de contemplar artistas gaúchos e internacionais na mesma proporção”. Fonseca destaca também que quer inserir artistas das periferias para exporem seus trabalhos no evento, “sempre priorizando a qualidade das obras”.
Segundo Carmen, ainda não há orçamento definido para a execução dessa próxima edição da mostra, que iniciará a fase de captação de recursos, via LIC e Lei Rouanet, além de apoiadores independentes. Ela garante, no entanto, que a Capital tem condições de apresentar uma mostra tão grandiosa quanto a Bienal de Veneza, na Itália. “Porto Alegre, além de contar com as melhorias feitas na região da Orla e o Cais Embarcadero, é uma cidade com capacidade logística para receber grandes obras”, avaliou, reforçando que a ideia é avançar para lugares que não foram ocupados pelas mostras anteriores.
Ainda de acordo com a presidente da Fundação Bienal, o evento firmará parcerias com galerias de arte, projetos gastronômicos e transportes que facilitem o deslocamento das pessoas até os espaços expositivos.