Nesta sexta-feira (21) e sábado (22), às 19h, Dessa Ferreira sobe ao palco do Teatro Oficina Olga Reverbel no Multipalco do Theatro São Pedro (Praça Mal. Deodoro, s/n) e apresenta seu primeiro álbum autoral, Pulso. Trazendo sua ancestralidade africana e indígena, Dessa compartilha com o público sua trajetória de reencontro com suas raízes através de músicas e poesias. Os ingressos estão à venda no site da casa, por valores a partir de R$ 35,00.
Em uma mistura de referências, a apresentação une sonoridades afrodiaspóricas, africanas e indígenas, misturando instrumentos tradicionais, como o ilu e o tambor africano djembê, às guitarras, o contrabaixo e a bateria. A música da brasiliense Dessa Ferreira, de certa forma, se confunde com a história do Brasil: um lugar de amalgamentos e, principalmente, apagamentos. Ao trazer essa mescla, ela reflete a diversidade de nossa cultura e joga luz em aspectos que, por muito tempo, estiveram escondidos.
“É uma tendência das minhas composições saudar quem veio antes. Por isso eu falo muito da minha ancestralidade: saudar quem vem antes, mas inclusive saudar quem eu não conhecia e que conheci ao longo da minha história”, comenta Dessa. “Tem os meus ancestrais, a minha família, mas tem ancestrais mais antigos. A partir dessa perspectiva de ter nascido numa família que foi catequizada por religião cristã, essas raízes foram muito afastadas de mim por muito tempo. Eu fui encontrá-las na minha juventude.”
Ilustrando o sentimento que pulsava dentro de si, Pulso vem para celebrar aquilo que esteve latente por muito tempo na vida da cantora, algo que ela sabia que existia, mas que não tinha certeza do que era e de onde crescia: as suas raízes. “Eu sabia da minha ancestralidade, eu sentia isso, essa pulsão dentro de mim. Mas por não ter tido a oportunidade de vivenciar isso desde pequena, só depois de muito tempo eu fui acessar isso. Entender as histórias e os porquês desse silenciamento, entender a história da minha família, e entender que isso também representa um pouco da história do Brasil.”
Sobem ao palco junto de Dessa Ferreira o músico e babalawo nigeriano, Ìdòwú Akinruli, na bateria, percussões e vozes; Thais Lemos, no contrabaixo e vozes; Dona Conceição, nas percussões, vozes e Wagner Menezes, na guitarra. Além disso, o espetáculo contará com participações especiais surpresas. No repertório, estarão presentes canções como Dois Mundos (em parceria com Nina Fola e Bruno Amaral), Folha Sagrada e Obàtálá (em parceria com Ìdówú Akínrúlí), além de Pulso, que dá nome ao show. Músicas como Ira de Euê (em parceria com Dona Conceição), Ser Tudo (em parceria com Addia Furtado) e Carnaubinha, também farão parte da apresentação.
Para a construção do álbum, a cantora, compositora e multi-instrumentista reuniu composições de várias fases de sua carreira, que antes eram aproveitadas em outras iniciativas ou eram guardadas nas gavetas da vida. Bacharel em Música Popular pela Ufrgs, a artista integrava diversos projetos musicais durante a graduação, mas na hora da formatura surgiu a oportunidade de trilhar o caminho autoral. “Foi meu trabalho de conclusão de curso que despertou a vontade de pensar uma carreira solo. Podia ser uma monografia ou uma produção fonográfica. Eu pensei: eu tenho umas composições, então vou fazer esse trabalho gravando essas músicas”, relembra Dessa.
O show deste fim de semana será o primeiro com público na Capital — antes havia feito shows virtuais na pandemia. Criando um ambiente aconchegante e familiar através do afeto, o espetáculo vai celebrar a intimidade em cima do palco e vertê-la para o público. “Sabe quando você se sente em casa? As pessoas que vão tocar comigo são pessoas que eu tenho muita confiança. Essa afinidade que a gente tem traz o dendê pro show. Não adianta cada um tocar muito bem, mas não tocar junto. É isso que traz a energia para o show.”
Em uma mistura de referências, a apresentação une sonoridades afrodiaspóricas, africanas e indígenas, misturando instrumentos tradicionais, como o ilu e o tambor africano djembê, às guitarras, o contrabaixo e a bateria. A música da brasiliense Dessa Ferreira, de certa forma, se confunde com a história do Brasil: um lugar de amalgamentos e, principalmente, apagamentos. Ao trazer essa mescla, ela reflete a diversidade de nossa cultura e joga luz em aspectos que, por muito tempo, estiveram escondidos.
“É uma tendência das minhas composições saudar quem veio antes. Por isso eu falo muito da minha ancestralidade: saudar quem vem antes, mas inclusive saudar quem eu não conhecia e que conheci ao longo da minha história”, comenta Dessa. “Tem os meus ancestrais, a minha família, mas tem ancestrais mais antigos. A partir dessa perspectiva de ter nascido numa família que foi catequizada por religião cristã, essas raízes foram muito afastadas de mim por muito tempo. Eu fui encontrá-las na minha juventude.”
Ilustrando o sentimento que pulsava dentro de si, Pulso vem para celebrar aquilo que esteve latente por muito tempo na vida da cantora, algo que ela sabia que existia, mas que não tinha certeza do que era e de onde crescia: as suas raízes. “Eu sabia da minha ancestralidade, eu sentia isso, essa pulsão dentro de mim. Mas por não ter tido a oportunidade de vivenciar isso desde pequena, só depois de muito tempo eu fui acessar isso. Entender as histórias e os porquês desse silenciamento, entender a história da minha família, e entender que isso também representa um pouco da história do Brasil.”
Sobem ao palco junto de Dessa Ferreira o músico e babalawo nigeriano, Ìdòwú Akinruli, na bateria, percussões e vozes; Thais Lemos, no contrabaixo e vozes; Dona Conceição, nas percussões, vozes e Wagner Menezes, na guitarra. Além disso, o espetáculo contará com participações especiais surpresas. No repertório, estarão presentes canções como Dois Mundos (em parceria com Nina Fola e Bruno Amaral), Folha Sagrada e Obàtálá (em parceria com Ìdówú Akínrúlí), além de Pulso, que dá nome ao show. Músicas como Ira de Euê (em parceria com Dona Conceição), Ser Tudo (em parceria com Addia Furtado) e Carnaubinha, também farão parte da apresentação.
Para a construção do álbum, a cantora, compositora e multi-instrumentista reuniu composições de várias fases de sua carreira, que antes eram aproveitadas em outras iniciativas ou eram guardadas nas gavetas da vida. Bacharel em Música Popular pela Ufrgs, a artista integrava diversos projetos musicais durante a graduação, mas na hora da formatura surgiu a oportunidade de trilhar o caminho autoral. “Foi meu trabalho de conclusão de curso que despertou a vontade de pensar uma carreira solo. Podia ser uma monografia ou uma produção fonográfica. Eu pensei: eu tenho umas composições, então vou fazer esse trabalho gravando essas músicas”, relembra Dessa.
O show deste fim de semana será o primeiro com público na Capital — antes havia feito shows virtuais na pandemia. Criando um ambiente aconchegante e familiar através do afeto, o espetáculo vai celebrar a intimidade em cima do palco e vertê-la para o público. “Sabe quando você se sente em casa? As pessoas que vão tocar comigo são pessoas que eu tenho muita confiança. Essa afinidade que a gente tem traz o dendê pro show. Não adianta cada um tocar muito bem, mas não tocar junto. É isso que traz a energia para o show.”


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