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Cultura

CINEMA

- Publicada em 12 de Março de 2023 às 12:20

Oscar chega a 2023 mirando sobrevivência com audiência em queda

A mudança vai ajudar a transformar a chegada das estrelas em um evento noturno

A mudança vai ajudar a transformar a chegada das estrelas em um evento noturno


STEFANI REYNOLDS/AFP/DIVULGAÇÃO/JC
Agência Estado
A 95ª cerimônia do Oscar que acontece na noite deste domingo, 12, a partir das 21h (horário de Brasília), promete ser o início de diversas mudanças na principal festa do cinema mundial: desde a consagração de um filme cuja linguagem conquistou os fãs ambicionados pela Academia de Hollywood, ou seja, os jovens (Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo concorre por 11 categorias), até a formação de um comitê de crise para evitar (ou amenizar) situações constrangedoras, como o tapa desferido por Will Smith em Chris Rock no ano passado.
A 95ª cerimônia do Oscar que acontece na noite deste domingo, 12, a partir das 21h (horário de Brasília), promete ser o início de diversas mudanças na principal festa do cinema mundial: desde a consagração de um filme cuja linguagem conquistou os fãs ambicionados pela Academia de Hollywood, ou seja, os jovens (Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo concorre por 11 categorias), até a formação de um comitê de crise para evitar (ou amenizar) situações constrangedoras, como o tapa desferido por Will Smith em Chris Rock no ano passado.
Mas a mudança mais visível mexe com uma tradição: o tapete vermelho, que há seis décadas recepciona a chegada das estrelas do cinema, foi trocado por um de tonalidade champanhe. "Acho que essa decisão mostra como estamos confiantes de que nenhum sangue será derramado", brincou o comediante Jimmy Kimmel, que vai novamente comandar a cerimônia. A mudança de cor foi sugerida pelos consultores criativos Lisa Love, colaboradora da revista Vogue, e Raúl Àvila, diretor criativo do Met Gala em Nova York.
Segundo eles, a mudança vai ajudar a transformar a chegada das estrelas em um evento noturno. Para Love, sempre houve uma desconexão entre o elegante código de vestimenta de gravatas-borboleta e vestidos de baile com o fato de que é meio da tarde em Los Angeles, ou seja, por volta das 15h locais, quando as pessoas chegam para serem fotografadas à luz do dia. "Transformamos um evento diurno em um noturno", disse Love. "E é mais elegante - afinal, é champanhe", acrescentou Bill Kramer, CEO da Academia de Hollywood.
A tentativa, ainda que arriscada, é mais uma medida de reconquistar a audiência da transmissão que, com exceção de um leve crescimento no ano passado (5,36 milhões de telespectadores), vem despencando sistematicamente - o recorde negativo continua o dos 9,85 milhões sintonizados em 2021. Para muitos, o Oscar deixou de ser um programa imperdível na noite do domingo e isso se tornou perigosamente real quando a HBO decidiu não trocar o dia de exibição do último episódio de sua série de sucesso, The Last of Us.
O episódio final será exibido uma hora mais cedo que o habitual, às 22h (Brasília), e, se o Oscar tem dinheiro em publicidade em jogo (a cerimônia custa US$ 56,8 milhões), o canal a cabo não se preocupa com isso. Mas a HBO antecipou o episódio que seria exibido no dia 12 de fevereiro para não concorrer com o Super Bowl. Decisão acertada: naquele dia, a final do futebol americano conquistou a terceira maior audiência da história.
Não bastassem os problemas externos, a Academia de Hollywood tem de se preocupar também com os internos. Como a má repercussão provocada pela demora em se posicionar depois que Will Smith esbofeteou Chris Rock na premiação do ano passado. Para isso, foi criado um comitê de crise com a função de tentar evitar fatos como esse ou, no mínimo, tomar uma medida mais urgente - se possível ainda durante a cerimônia.
A Academia, no entanto, vive sob uma eterna corda bamba. Se neste ano celebra um grande número (quatro) de asiáticos nas principais categorias, ainda não sabe o que fazer com o efeito da inesperada indicação de Andrea Riseborough para melhor atriz. Intérprete do pouco visto To Leslie, ela foi nomeada depois que muitas estrelas da lista A (como Kate Winslet) se reuniram em torno de sua atuação.
Quando duas outras candidatas a melhor atriz - Danielle Deadwyler (Till) e Viola Davis (A Mulher Rei) - foram desprezadas, alguns viram isso como um reflexo do preconceito racial na indústria cinematográfica. A Academia lançou um inquérito sobre a campanha de base repleta de estrelas para Riseborough, mas não encontrou motivo para rescindir sua indicação.
Confira também os principais favoritos, um guia com informações relevantes e curiosidades sobre o Oscar.
Melhor filme
Nada de Novo no Front (produzido por Malte Grunert)
Avatar: O Caminho da Água (James Cameron e Jon Landau)
Os Banshees de Inisherin (Graham Broadbent, Pete Czernin e Martin McDonagh)
Elvis (Baz Luhrmann, Catherine Martin, Gail Berman, Patrick McCormick e Schuyler Weiss)
Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo (Daniel Kwan, Daniel Scheinert e Jonathan Wang)
Os Fabelmans (Kristie Macosko Krieger, Steven Spielberg e Tony Kushner)
Tár (Todd Field, Alexandra Milchan e Scott Lambert)
Top Gun: Maverick (Tom Cruise, Christopher McQuarrie, David Ellison e Jerry Bruckheimer)
Triângulo da Tristeza (Erik Hemmendorff e Philippe Bober)
Entre Mulheres (Dede Gardner, Jeremy Kleiner e Frances McDormand)
Melhor diretor
Martin McDonagh (Os Banshees of Inisherin)
Daniel Kwan, Daniel Scheinert (Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo)
Steven Spielberg (Os Fabelmans)
Todd Field (Tár)
Ruben Östlund (Triângulo da Tristeza)
Melhor ator
Austin Butler (Elvis)
Colin Farrell (Os Banshees de Inisherin)
Brendan Fraser (A Baleia)
Paul Mescal (Aftersun)
Bill Nighy (Living)
Melhor atriz
Cate Blanchett (Tár)
Ana de Armas (Blonde)
Andrea Riseborough (To Leslie)
Michelle Williams (Os Fabelmans)
Michelle Yeoh (Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo)
Melhor ator coadjuvante
Brendan Gleeson (Os Banshees of Inisherin)
Brian Tyree Henry (Passagem)
Judd Hirsch (Os Fabelmans)
Barry Keoghan (Os Banshees of Inisherin)
Ke Huy Quan (Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo)
Melhor atriz coadjuvante
Angela Bassett (Pantera Negra: Wakanda Para Sempre)
Hong Chau (A Baleia)
Kerry Condon (Os Banshees of Inisherin)
Jamie Lee Curtis (Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo)
Stephanie Hsu (Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo)
Melhor roteiro adaptado
Nada de Novo no front (roteiro por Edward Berger, Lesley Paterson e Ian Stokell)
Glass Onion: Um Mistério Knives Out (Rian Johnson)
Living (Kazuo Ishiguro)
Top Gun: Maverick (Ehren Kruger e Eric Warren Singer e Christopher McQuarrie; Peter Craig e Justin Marks)
Women Talking (Sarah Polley)
Melhor roteiro original
Os Banshees de Inisherin, (escrito por Martin McDonagh)
Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo) (Daniel Kwan e Daniel Scheinert)
Os Fabelmans (Steven Spielberg e Tony Kushner)
Tár (Todd Field)
Triângulo da Tristeza (Ruben Östlund)
Melhor fotografia
Nada de Novo no Front (James Friend)
Bardo, Falsa Crônica de Algumas Verdades (Darius Khondji)
Elvis (Mandy Walker)
Império da Luz (Roger Deakins)
Tár (Florian Hoffmeister)
Melhor documentário
All That Breathes (Shaunak Sen, Aman Mann e Teddy Leifer)
All the Beauty and the Bloodshed (Laura Poitras, Howard Gertler, John Lyons, Nan Goldin e Yoni Golijov)
Fire of Love (Sara Dosa, Shane Boris e Ina Fichman)
A House Made of Splinters (Simon Lereng Wilmont e Monica Hellström)
Navalny (Daniel Roher, Odessa Rae, Diane Becker, Melanie Miller e Shane Boris)
Melhor documentário em curta-metragem
The Elephant Whisperers (Kartiki Gonsalves e Guneet Monga)
Haulout (Evgenia Arbugaeva e Maxim Arbugaev)
How Do You Measure a Year? (Jay Rosenblatt)
The Martha Mitchell Effect (Anne Alvergue e Beth Levison)
Stranger at the Gate (Joshua Seftel e Conall Jones)
Melhor edição
Os Banshees of Inisherin (Mikkel E.G. Nielsen)
Elvis (Matt Villa e Jonathan Redmond)
Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo (Paul Rogers)
Tár (Monika Willi)
Top Gun: Maverick (Eddie Hamilton)
Melhor filme internacional
Nada de Novo no Front (Alemanha)
Argentina, 1985 (Argentina)
Close (Bélgica)
EO (Polônia)
The Quiet Girl (Irlanda)
Melhor canção original
Applause - Tell It Like a Woman (Diane Warren)
Hold My Hand - Top Gun: Maverick (Lady Gaga e BloodPop)
Lift Me Up - Pantera Negra: Wakanda Para Sempre (Tems, Rihanna, Ryan Coogler, Ludwig Goransson e Ryan Coogler)
Naatu Naatu - RRR (M.M. Keeravaani e Chandrabose)
This Is a Life - Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo (Ryan Lott, David Byrne e Mitski)
Melhor design de produção
Nada de Novo no Front (Design de produção: Christian M. Goldbeck; Decoração de set: Ernestine Hipper)
Avatar: O Caminho da Água (Dylan Cole e Ben Procter; Vanessa Cole)
Babylon (Florencia Martin; Anthony Carlino)
Elvis (Catherine Martin e Karen Murphy; Bev Dunn
Os Fabelmans (Rick Carter; Karen OHara)
Melhores efeitos visuais
Nada de Novo no Front (Frank Petzold, Viktor Müller, Markus Frank e Kamil Jafar)
Avatar: O Caminho da Água (Joe Letteri, Richard Baneham, Eric Saindon e Daniel Barrett)
The Batman (Dan Lemmon, Russell Earl, Anders Langlands e Dominic Tuohy)
Pantera Negra: Wakanda Para Sempre (Geoffrey Baumann, Craig Hammack, R. Christopher White e Dan Sudick)
Top Gun: Maverick (Ryan Tudhope, Seth Hill, Bryan Litson e Scott R. Fisher)
Melhor animação
Pinocchio de Guillermo del Toro (Guillermo del Toro, Mark Gustafson, Gary Ungar e Alex Bulkley)
Marcel the Shell With Shoes On (Dean Fleischer Camp, Elisabeth Holm, Andrew Goldman, Caroline Kaplan e Paul Mezey)
Gato de Botas 2: O Último Pedido (Joel Crawford e Mark Swift)
The Sea Beast (Chris Williams e Jed Schlanger)
Red: Crescer É uma Fera (Domee Shi e Lindsey Collins)
Melhor curta de animação
The Boy, the Mole, the Fox and the Horse (Charlie Mackesy e Matthew Freud)
The Flying Sailor (Amanda Forbis e Wendy Tilby)
Ice Merchants (João Gonzalez e Bruno Caetano)
My Year of Dicks (Sara Gunnarsdóttir e Pamela Ribon)
An Ostrich Told Me the World Is Fake and I Think I Believe It (Lachlan Pendragon)
Melhor figurino
Babylon (Mary Zophres)
Pantera Negra: Wakanda Para Sempre (Ruth Carter)
Elvis (Catherine Martin)
Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo (Shirley Kurata)
Sra. Harris Vai a Paris (Jenny Beavan)
Melhor curta-metragem
An Irish Goodbye (Tom Berkeley e Ross White)
Ivalu (Anders Walter e Rebecca Pruzan)
Le Pupille (Alice Rohrwacher e Alfonso Cuarón)
Night Ride (Eirik Tveiten e Gaute Lid Larssen)
The Red Suitcase (Cyrus Neshvad)
Melhor maquiagem e cabelo
Nada de Novo no Front (Heike Merker e Linda Eisenhamerová
The Batman (Naomi Donne, Mike Marino e Mike Fontaine
Pantera Negra: Wakanda Para Sempre (Camille Friend e Joel Harlow
Elvis (Mark Coulier, Jason Baird e Aldo Signoretti)
A Baleia (Adrien Morot, Judy Chin e Anne Marie Bradley)
Melhor trilha sonora
Nada de Novo no Front (Volker Bertelmann)
Babylon (Justin Hurwitz)
Os Banshees de Inisherin (Carter Burwell)
Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo (Son Lux)
Os Fabelmans (John Williams)
Melhor som
Nada de Novo no Front (Viktor Práil, Frank Kruse, Markus Stemler, Lars Ginzel e Stefan Korte)
Avatar: O Caminho da Água (Julian Howarth, Gwendolyn Yates Whittle, Dick Bernstein, Christopher Boyes, Gary Summers e Michael Hedges)
The Batman (Stuart Wilson, William Files, Douglas Murray e Andy Nelson)
Elvis (David Lee, Wayne Pashley, Andy Nelson e Michael Keller)
Top Gun: Maverick (Mark Weingarten, James H. Mather, Al Nelson, Chris Burdon e Mark Taylor)
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