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Artes Visuais

- Publicada em 14 de Dezembro de 2022 às 09:19

Pinturas em prédios deixam a paisagem mais colorida em Porto Alegre

O mural da artista Gabi Stragliotto está localizado na Praça Marechal Deodoro, no Centro Histórico

O mural da artista Gabi Stragliotto está localizado na Praça Marechal Deodoro, no Centro Histórico


Fábio Alt/Divulgação/JC
Estfany Soares
O festival Arte Salva, em sua terceira edição, está deixando Porto Alegre mais colorida. No projeto, laterais de prédios são transformados em murais artísticos, o que faz com que as pessoas olhem para cima e tenham uma pausa na rotina mesmo em tempos em que a velocidade e tecnologia prevalecem.
O festival Arte Salva, em sua terceira edição, está deixando Porto Alegre mais colorida. No projeto, laterais de prédios são transformados em murais artísticos, o que faz com que as pessoas olhem para cima e tenham uma pausa na rotina mesmo em tempos em que a velocidade e tecnologia prevalecem.
“O festival começou em 2020, no auge da pandemia, e a ideia era, mesmo em tempos difíceis como o que vivíamos, manter a cultura viva e dar uma oportunidade de trabalho para os artistas”, conta o idealizador e curador da iniciativa, Vinicius Amorim. Somando os três anos de atividade, 10 murais integram o que se torna uma galeria a céu aberto na capital gaúcha. "Viemos aos poucos mostrando que arte é para todo mundo. Findou o tempo onde a arte era elitizada e para poucos."
Atualmente, participam das intervenções cinco artistas diferentes, em cinco pontos distintos da cidade. Quatro deles já estão finalizados, o outro começará o processo ainda neste ano. Amorim explica que a curadoria é baseada na pluralidade, seja na hora de selecionar os artistas, seja na linguagem apresentada. “Buscamos trazer artistas experientes e com certa trajetória estruturada. Porque, enfim, pintar a 60 metros de altura é um grande desafio e muitos artistas não tiveram essa oportunidade”, expõe Amorim.
Os murais já finalizados estão espalhados nos bairros Cidade Baixa e Centro Histórico, lugares com grande fluxo de pessoas. Na avenida Loureiro da Silva, nº 1.960, fica o mural assinado por Apolo Torres. O artista paulista é especialista em arte clássica e street art, e em seu trabalho para o Arte Salva representou um músico com um instrumento de sopro. Essa foi sua primeira vez em Porto Alegre e conta que expressa na arte sua admiração pela música. “Essa foi a maior pintura que eu já fiz e trabalhar do alto é uma experiência maravilhosa”, destaca.
Ainda na Cidade Baixa, na rua José do Patrocínio, está um mural  com formas geométricas e um pássaro feito por Tio Trampo, nome já conhecido na área, por ser um dos precursores do grafiti no Brasil. 
Fábio Alt/divulgação/jc
Criola, outra artista, deixou sua marca na avenida Borges de Medeiros, nº 855. A mineira, que foca na arte urbana, busca trazer pautas sociais e políticas nos seus trabalhos. Principalmente sobre a posição e a importância da mulher negra na sociedade, o que é possível visualizar em sua pintura no Centro Histórico.
A artista gaúcha Gabi Stragliotto se inspirou no cotidiano para colorir um prédio na Praça Marechal Deodoro, nº 170, com a imagem de uma mulher com fones de ouvido. “Tenho pesquisado muito sobre a experiência da vida urbana, em contraponto com a vida no interior, que é de onde eu vim e vivi a minha infância”, explica Gabi Stragliotto. Segundo a artista o seu principal objetivo com o mural, é que as pessoas reflitam sobre o tempo e a desaceleração do cotidiano. “Espero que as pessoas encontrem uma serenidade no meio do caos, quando cruzarem com o mural. ”
Fábio Alt/divulgação/jc
O quinto mural será feito na avenida Ipiranga pela muralista Carla Barth. “Será no Projeto Ilhota, uma comunidade próxima ao Tesourinha e ao teatro Renascença. Lá, faremos uma intervenção junto com a comunidade, e a Carla Barth foi a artista convidada para ser parte do projeto, onde ela vai dialogar com eles e entender as lutas de resistência presentes e tentar tangibilizar tudo isso num painel”, adianta Amorim.
Carla Barth conta que o processo criativo foi pensado com a comunidade Projeto Ilhota, e procurou usar elementos que contam a história da sociedade. “Vou pintar um lugar de resistência. Com mulheres e mães pretas, que fazem parte de um lugar com uma história de luta por moradia.”
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