Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

- Publicada em 09 de Setembro de 2022 às 00:40

Capítulo 3 Rua Evaristo da Veiga

Evaristo da Veiga, autor da 
letra do hino da Independência

Evaristo da Veiga, autor da letra do hino da Independência


/Sébastien Auguste Sisson/Reprodução/JC
Juliano Tatsch
Quem vive, trabalha, circula ou simplesmente passa vez que outra por uma discreta rua encravada no meio do bairro Partenon, em Porto Alegre, não tem ideia de quem é o homem que dá nome àquela via.
Quem vive, trabalha, circula ou simplesmente passa vez que outra por uma discreta rua encravada no meio do bairro Partenon, em Porto Alegre, não tem ideia de quem é o homem que dá nome àquela via.
Evaristo da Veiga é um desconhecido. Nem na escola se fala dele. Na história dos 200 anos da independência brasileira, o poeta e jornalista é deixado de lado.
A sua obra, porém, a letra do Hino da Independência, é bastante conhecida, ainda que, antigamente, fosse mais celebrada. Composto por 11 estrofes, a letra escrita por Veiga é longa. Dificilmente alguém há de se recordar de algo além das duas primeiras:
Já podeis da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil
Já raiou a liberdade,
Já raiou a liberdade,
No horizonte do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Conforme registros, a letra teria sido escrita em 16 de agosto de 1822, sob o título de Hino Constitucional Brasiliense. A composição se popularizou e passou a ser cantada pelas tropas, com duas músicas diferentes, uma de autoria do maestro Marcos Portugal e a outra obra do próprio príncipe regente Pedro.
Como era de se esperar, ao príncipe foi creditada a autoria da letra pois, afinal de contas, se a música era dele, os versos também deveriam ser. Evaristo, deixou por isso mesmo, não quis competir com o príncipe. Em 1833, no entanto, Veiga reivindicou a autoria.
Conteúdo Publicitário
Leia também
Comentários CORRIGIR TEXTO