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Cultura

- Publicada em 29 de Julho de 2022 às 15:19

Burocracia pode atrasar início de reformas no Theatro São Pedro

Projeto de captação de R$ 18 milhões aguarda autorização da Secretaria da Cultura do Ministério do Turismo; expectativa é que espaço fique fechado por dois anos

Projeto de captação de R$ 18 milhões aguarda autorização da Secretaria da Cultura do Ministério do Turismo; expectativa é que espaço fique fechado por dois anos


ANDRESSA PUFAL/JC
Adriana Lampert
A realização das obras de acessibilidade e prevenção de incêndio no prédio do Theatro São Pedro (TSP) - cujo projeto foi aprovado em junho deste ano pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e contemplado pela Lei Rouanet (nº 8.313/91) - está na dependência de uma assinatura do governo federal. 
A realização das obras de acessibilidade e prevenção de incêndio no prédio do Theatro São Pedro (TSP) - cujo projeto foi aprovado em junho deste ano pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e contemplado pela Lei Rouanet (nº 8.313/91) - está na dependência de uma assinatura do governo federal. 
Segundo o presidente da Fundação Theatro São Pedro, Antonio Hohlfeldt, apesar de já confirmado o patrocínio do grupo Gerdau, a autorização para a captação dos R$ 18 milhões em recursos previstos para o investimento ainda não foi concedida pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo (Secult) e corre o risco de atrasar. 
"Infelizmente, a informação que temos é que, diante da campanha eleitoral, todo os processos foram suspensos e nada está tramitando na Secult", informa o presidente da Fundação. Ele destaca que além da burocracia em Brasília ameaçar atrasar as obras, ainda há outras variantes que preocupam a Fundação TSP. "Se de fato essa liberação ocorrer somente depois das eleições, em outubro, ainda fica a incógnita de que nada vá mudar, pois vai depender de quem for o próximo presidente do País", opina.
 

Espaços como plateia (foto maior) e chapelaria passarão por intervenções

Espaços como plateia (foto maior) e chapelaria passarão por intervenções


ANDRESSA PUFAL/JC
Hohlfeldt destaca que a expectativa era de que até o final de setembro "esse assunto já estivesse equacionado". Ele pondera que se, na contramão do que está sendo indicado, o retorno de Brasília ocorrer a tempo, o palco do teatro interromperá as atividades no próximo dia 20 de dezembro, e entrará em obras em janeiro de 2023, ficando fechado por dois anos. "Para viabilizar os trabalhos envolvendo a acessibilidade e prevenção de incêndio onde fica a plateia será necessário retirar todas as poltronas, para trocar os tecidos e os miolos, além de pintar madeirames com tinta ignifugante (anti-chamas)", explica o presidente da Fundação TSP.
O projeto prevê ainda a implementação de elevador para cadeirantes no local onde hoje funciona a chapelaria do teatro. "Também serão reservados espaços especiais para este grupo na plateia e nos banheiros, o que exige a modernização dos mesmos - e isso leva tempo", observa o gestor. Ele emenda que "a boa notícia" é que em setembro deste ano as obras do Multipalco estarão finalizadas. "Vamos entregar o Teatro Oficina (com capacidade para 200 espectadores e destinado à criação de espetáculos e propostas experimentais) e todas as demais previstas no cronograma: sala de dança, sala de circo, camarins e as salas múltiplas e de formações artísticas, resultantes de investimento de R$ 7,5 milhões."
O presidente da Fundação do TSP ressalta que ainda estão previstas as obras para a construção do Teatro Italiano (sala de espetáculos no formato tradicional com capacidade similar à do Theatro São Pedro), que serão realizadas graças ao remanejo orçamentário do ex-governador Eduardo Leite, que liberou um aporte R$ 17 milhões para os trabalhos.

Se cronograma puder ser cumprido, obras começam em janeiro de 2023

Se cronograma puder ser cumprido, obras começam em janeiro de 2023


ANDRESSA PUFAL/JC
"A ideia era que esse espaço comportasse uma orquestra de câmara, mas recentemente fizemos uma atualização do projeto, porque o maestro Evandro Matté, da Ospa e da nossa orquestra, que é engenheiro, verificou que uma pequena adaptação no palco poderia viabilizar a ocupação do mesmo por uma orquestra maior", comenta Hohlfeldt. "Isso está sendo terminado, e o novo projeto será enviado para licitação. A ideia é que até o final do ano já tenhamos a empresa selecionada e o contrato assinado, para que a obra possa ocorrer já a partir de janeiro de 2023."
Lembrando que a Fundação do TSP é uma entidade ligada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), Hohlfeldt destaca que a atual equipe está "deixando tudo encaminhado" para a próxima gestão. Ele lembra ainda que, recentemente a casa providenciou também a substituição do sistema de ar condicionado do prédio, que fica no subsolo.
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